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Conheça tecnologia do Coliseu de Roma usada para monitorar estrutura do Museu do Ipiranga, na Zona Sul de SP

G1 São Paulo ·
Conheça tecnologia do Coliseu de Roma usada para monitorar estrutura do Museu do Ipiranga, na Zona Sul de SP

Aparelho emite raios laser, capta a variação de luz e revela desníveis e até mofos Lucas Cerejo/TV Globo Pesquisadores brasileiros adotaram uma tecnologia de escaneamento 3D a laser usada no Coliseu, em Roma, para monitorar a integridade estrutural do Museu do Ipiranga, em São Paulo.

O trabalho mapeou cada milímetro do prédio histórico, por dentro e por fora, e permite acompanhar o comportamento da edificação após a reforma que manteve o espaço fechado por nove anos.

A tecnologia também possibilita criar um modelo digital do museu para auxiliar na preservação preventiva do patrimônio.

O projeto é uma parceria entre a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Ferrara, na Itália.

A execução ficou a cargo de pesquisadores italianos da mesma equipe que escaneou o Coliseu.

As duas instituições mantêm uma parceria de pesquisa há 20 anos.

O trabalho durou três semanas, entre setembro e outubro deste ano, e foi realizado de forma gradual para não interferir na rotina do museu.

Os espaços maiores, como o Salão Nobre, foram escaneados às segundas-feiras, quando não recebem visitantes.

Como funciona o escaneamento 3D Projeto de escaneamento 3D a laser cria uma representação digital do prédio histórico Lucas Cerejo/TV Globo Os pesquisadores utilizam um equipamento portátil, do tamanho de uma caixa de sapato, que emite raios laser para registrar as coordenadas de cada ponto das paredes, dos pisos e das fachadas.

As informações são reunidas em um grande arquivo digital.

Diferentemente da medição tradicional, feita com trenas e baseada nos ângulos principais de uma sala, o laser registra a superfície real com precisão de milímetros.

O equipamento capta variações e revela desníveis, grau de umidade e até pequenos sinais de mofo nas paredes.

Para o professor de Arquitetura da Universidade de Ferrara, Marcello Balzani, o processo funciona como um exame médico detalhado.

“O edifício respira e se transforma com o tempo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.

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