BC prepara medidas para endividados no rotativo e com dívidas em atraso
O Banco Central pretende anunciar ainda neste ano novas medidas para consumidores que já enfrentam dificuldades para pagar dívidas.
O presidente da instituição, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (27) que as próximas iniciativas devem mirar pessoas que usam com frequência o rotativo do cartão ou acumulam atrasos.
As regras aprovadas na semana passada têm outro foco: reduzir ofertas inadequadas de empréstimos e ajudar o consumidor a avaliar o impacto de uma nova dívida.
Elas não renegociam débitos existentes nem alteram os juros cobrados.
Galípolo não detalhou o conteúdo das medidas adicionais.
Continua após a publicidade Endividamento de risco aumenta O Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central aponta que 20,3 milhões de pessoas estavam em situação de endividamento de risco em junho, alta de 75% em relação ao mesmo mês de 2021.
O número equivale a 17% dos tomadores de crédito do sistema financeiro.
Continua após a publicidade O indicador combina fatores como atraso no pagamento, comprometimento elevado da renda com dívidas, renda restante muito baixa e uso simultâneo de modalidades de crédito.
Portanto, não significa que todos os 20,3 milhões estejam inadimplentes.
Continua após a publicidade Outro sinal de pressão é a parcela da renda familiar destinada ao pagamento de dívidas, que atingiu o maior nível em 21 anos.
Os créditos em atraso ou com sinais de dificuldade de pagamento também chegaram ao maior patamar desde 2012 na maioria das modalidades, segundo o relatório.
Continua após a publicidade O BC relaciona a situação ao uso de linhas mais caras, como cartão de crédito e empréstimo pessoal sem garantia.
Apesar da piora entre as famílias, a instituição afirma que o sistema financeiro mantém capital e liquidez suficientes para enfrentar cenários adversos e que não há risco relevante à sua estabilidade.
Continua após a publicidade Bancos terão de controlar ofertas Uma das novas resoluções, com vigência prevista para 31 de março de 2027, obriga bancos e outras instituições a oferecer um mecanismo claro para o cliente bloquear propagandas e ofertas individuais de crédito.
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