Mulher morre após endoscopia no DF; polícia investiga se houve negligência
Uma mulher de 59 anos morreu após passar mal em uma clínica de endoscopia em uma clínica particular de Planaltina, no Distrito Federal.
Mirandir de Souza Dias foi até a clínica Endocare para fazer um exame de rotina, mas passou mal dentro do local na sexta-feira. Ela saiu da clínica em parada cardiorrespiratória e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros, segundo relato dado pela família à Polícia Civil.
A mulher morreu na terça-feira, após passar pelo Hospital Geral de Planaltina e pelo Hospital das Clínicas. Ao UOL , a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que a paciente deu entrada em estado gravíssimo no hospital de Planaltina, foi reanimada da parada cardiorrespiratória e encaminhada para a UTI em Ceilândia em seguida.
Familiares buscaram a polícia para denunciar a clínica que fez a endoscopia e o médico responsável pelo procedimento por negligência. À polícia, eles afirmaram que Mirandir saiu da clínica com o abdômen inchado, condição que ela não tinha ao entrar para fazer a endoscopia.
O caso é investigado pela 16ª Delegacia de Polícia do DF e a Polícia Civil ressaltou que, até o momento, não há conclusão sobre o que ocasionou a morte. Prontuários da mulher e outros documentos serão analisados e funcionários da clínica e parentes de Mirandir devem ser ouvidos.
Investigações devem descobrir se Mirandir teve parada cardiorrespiratória durante ou após a endoscopia. A mulher deixou três filhos e cinco netos.
O UOL buscou a clínica responsável pelo procedimento e aguarda retorno sobre o assunto. O espaço será atualizado se houver posicionamento.
A endoscopia é considerada um dos procedimentos diagnósticos mais comuns entre gastroenterologistas. Ela consiste na passagem de um tubo fino de fibra ótica que contém câmera e luz na ponta e permite visualizar o interior de cavidades , assim como obter amostras de tecido.
Além de detectar problemas, a endoscopia também pode ser usada para resolvê-los. O procedimento pode remover corpos estranhos, como uma espinha de peixe presa na garganta, controlar sangramentos do trato gastrointestinal ou inserir drenos e tubos de alimentação.
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