Morto há 70 anos, Jules Rimet, idealizador da Copa do Mundo, não se conformou com a vitória do Uruguai, em 1950
Em 16 de julho de 1950, Jules Rimet estava na tribuna de honra do Maracanã.
Brasil e Uruguai empatavam por um a um, resultado que daria o título mundial aos donos da casa.
O presidente da Fifa deixou o local reservado a autoridades antes do fim da partida.
Afinal, caberia a ele entregar a taça aos campeões do mundo.
A caminho do gramado, a comitiva encontrou acessos trancados e o deslocamento demorou mais do que o previsto.
Ao chegar ao campo, o dirigente francês avistou o placar que já indicava 2 a 1 para a Celeste Olímpica.
O cartola ficou incrédulo, em meio ao silêncio nas arquibancadas.
No segundo semestre do ano anterior, em uma entrevista ao Jornal dos Sports , Jules Rimet, que morreu há sete décadas, em outubro de 1956, declarou que o finalista que marcasse o primeiro gol da partida decisiva seria campeão mundial.
O Brasil abriu o placar com Friaça, é verdade, mas os rivais balançaram as redes com Schiaffino e Ghiggia.
Naquela tarde de inverno de julho de 1950, o presidente da Fifa não escondeu o abatimento durante a cerimônia de entrega da taça ao capitão Obdulio Varela.
Jules Ernest Séraphin Valentin Rimet nasceu na região da Borgonha, ainda no século XIX.
As publicações divergem sobre a data exata: 14 ou 24 de outubro de 1873.
Aos onze anos, a família se mudou para Paris.
Ao concluir a escola, ingressou na faculdade de direito.
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