Campanha de Lula cita 'farsa' de Flávio com Vorcaro e aciona PF e Justiça
A campanha do presidente Lula (PT) acusou hoje o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro de promoverem uma tentativa de interferência no segundo turno da eleição presidencial.
Em dois comunicados, a campanha classificou as acusações como falsas e afirmou que sua divulgação, a duas semanas da votação, busca prejudicar eleitoralmente o presidente.
A duas semanas do segundo turno, requentar uma delação rejeitada é tentativa de interferir nas eleições. Defesa de Lula
Segundo os advogados, o objetivo seria "contaminar o voto com imputações criminosas que não resistiram ao crivo da PF e da PGR".
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Os comunicados não informam se as medidas já foram protocoladas na Justiça.
A reação ocorre após a Veja publicar um áudio em que Vorcaro afirma ter financiado um documentário sobre Lula. A revista também relata supostos pagamentos de cerca de R$ 30 milhões em espécie para a produção e repasses ao Instituto Lula.
Reportagem publicada pelo UOL nesta sexta-feira mostrou que as conversas extraídas do celular de Vorcaro não contêm registros de pagamentos ou patrocínio ao documentário. O aparelho, apreendido pela Polícia Federal em novembro de 2025, reúne mensagens do período em que o filme foi produzido.
O suposto patrocínio teria sido mencionado em uma das três propostas de delação apresentadas pelo ex-banqueiro. No entanto, o documento com o relato dos pagamentos de R$ 30 milhões, citado pela Veja, não integra nenhuma delas.
Fontes da PF e da PGR ouvidas pelo UOL disseram desconhecer a gravação e negaram a existência desse documento.
A apuração do UOL também identificou divergências nas versões de Vorcaro. Em sua proposta de delação, ele afirma ter patrocinado filmes sobre Lula e Michel Temer nos mesmos moldes da produção sobre Jair Bolsonaro. No áudio divulgado pela Veja, porém, diz que o suposto financiamento do documentário sobre Lula ocorreu de forma irregular, diferentemente do filme sobre Bolsonaro. Há também divergências entre os valores mencionados.
A PGR rejeitou a proposta de colaboração em junho, após a PF concluir que ela não apresentava novidades em relação às provas já apreendidas. A Procuradoria afirmou que não houve depoimento oral de Vorcaro.
Em um segundo pronunciamento, a campanha petista acusou Flávio Bolsonaro de atuar em conjunto com Vorcaro e com a revista Veja para tumultuar a eleição.
"Flávio Bolsonaro cumpre a promessa de não abandonar o banqueiro-irmão e aciona a Revista Veja para tumultuar o processo eleitoral", afirmou a campanha, sem apresentar provas de articulação entre o candidato, o ex-banqueiro e a publicação.
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