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Gaeco cumpre mandados no Paraná contra grupo suspeito de trocar drogas por assinaturas de projeto de lei

Bem Paraná ·
Gaeco cumpre mandados no Paraná contra grupo suspeito de trocar drogas por assinaturas de projeto de lei

Integrantes de grupo suspeito de trocar drogas por assinaturas de projetos de lei são alvo de ordens judiciais nesta manhã de quarta-feira, 28 de outubro. Foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão no âmbito de investigação sobre a atuação regional de uma facção criminosa com presença em diferentes estados brasileiros.

Coordenado pelo Núcleo Regional de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, a ação integra a segunda fase da Operação Umbra, denominada Umbra II.

A investigação apura a atuação de integrantes do grupo nos municípios abrangidos pelo código de área telefônico DDD 43, no Norte do Paraná, especialmente em atividades relacionadas ao tráfico de drogas, ao comércio de armas de fogo e ao controle disciplinar dos membros da organização. A facção também é investigada por distribuir drogas em troca de assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular que buscava flexibilizar as regras para visitas íntimas e conjugais em estabelecimentos prisionais.

Além das ordens de prisão, a Justiça autorizou buscas pessoais e domiciliares, inclusive nas unidades prisionais onde estão recolhidos alguns dos investigados. As diligências foram realizadas em Londrina, Cambé, Cascavel e Piraquara, no Paraná, além de Avaré e Marília, no estado de São Paulo.

Os mandados foram autorizados pelo Juízo das Garantias da 5ª Vara Criminal de Londrina. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, drogas, armas, dinheiro em espécie e documentos relacionados às atividades investigadas. Os suspeitos poderão responder pelos crimes de favorecimento ao domínio social estruturado e tráfico de drogas.

De acordo com as investigações, a estrutura regional da facção era comandada por dois irmãos, que ocupavam posições de liderança com atribuições distintas. Um deles exercia a função de “Geral da Região 43”, responsável pela disciplina dos integrantes, pela intermediação de ordens da cúpula da organização, pela autorização ou pelo veto de punições e transferências internas e pela gestão da estrutura regional. O outro ocupava a posição de “Final 100% do Estado do Paraná”, com atribuições de supervisão financeira e operacional das atividades ilícitas no estado. Ele também seria responsável pela coordenação do comércio de drogas a partir da zona sul de Londrina.

Os demais investigados desempenhariam funções específicas na estrutura criminosa, incluindo a contabilidade da organização, a coordenação de pontos de venda de drogas, a gestão do chamado “tribunal do crime” e a negociação de armas de fogo de grosso calibre, inclusive fuzis.

Um dos aspectos identificados durante a investigação foi a organização de uma campanha de coleta de assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular que buscava flexibilizar as regras para visitas íntimas e conjugais em estabelecimentos prisionais. Segundo as apurações, a iniciativa era promovida pela facção em Londrina e região com o objetivo de pressionar o sistema prisional.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.

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