Após criar filhos, idosos seguem cuidando da família e buscam tempo para si
Antes de sair para cantar no coral, Luiz tem a rotina do neto para acompanhar.
Maria Isabel organiza a semana entre consultas do marido, cuidados com a neta e as atividades que escolheu fazer para si.
Nilda mora sozinha, trabalha com artesanato e administra as pequenas moradias que construiu ao longo de anos.
Hoje independente, guarda na memória os tempos em que abriu espaço em casa para acolher filhas e netos.
Em Campo Grande, os três encontram no Instituto Aciesp (Instituto de Apoio, Capacitação, Instrução e Economia Solidária do Povo) um momento de respiro para a rotina de obrigações familiares.
Ali, entre exercícios, conversas e aprendizado, há espaço para interesses pessoais em vidas que continuam ocupadas com as necessidades da família.
Aos 66 anos, Luiz Andrade de Oliveira é aposentado e convive com sequelas de um acidente de trabalho ocorrido em 2011, quando atuava como eletricista.
Usa muleta para caminhar, mas dirige e participa das atividades da instituição cerca de quatro vezes por semana.
Segundo Luiz, sua aposentadoria cobre as principais despesas da casa.
A esposa, que também trabalhou durante muitos anos, enfrenta problemas de saúde e está sem benefício.
O casal cria um neto autista de 9 anos, que ele leva diariamente à escola, e acolhe temporariamente uma filha e seu bebê para ajudá-la no pós-parto.
Quando ela retomar o trabalho, os avós também deverão cuidar da criança.
Ele ressalta que os filhos contribuem com as despesas das crianças e ajudam quando necessário.
Assim, os avós participam dos cuidados cotidianos, enquanto os filhos dividem os gastos e dão suporte aos pais.
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