Olho no Japão — Quase R$ 900 bilhões mostram o tamanho da exposição estrangeira no Brasil
Esta é a quarta de uma série de cinco reportagens que o Radar Econômico publica sobre a mudança do regime de juros no Japão, o yen carry trade e os efeitos dessa transformação sobre os mercados globais e os ativos brasileiros.
O Brasil não precisa receber um único iene diretamente do Japão para sentir uma mudança provocada pelos juros japoneses.
Hoje, investidores não residentes têm 886,3 bilhões de reais aplicados em títulos da dívida pública federal interna brasileira , segundo os dados mais recentes do Tesouro Nacional.
Eles representam 9,91% do estoque.
Em julho, eram 879,07 bilhões de reais e 9,82%.
Ou seja, longe de haver uma fuga neste momento, a participação estrangeira aumentou em agosto.
Continua após a publicidade Esse número não representa o tamanho do yen carry trade no Brasil.
A maior parte dele certamente não tem relação direta com operações financiadas em moeda japonesa.
Continua após a publicidade Mas mostra a dimensão de uma das portas pelas quais uma mudança no preço do dinheiro no exterior pode chegar ao país.
A segunda porta é ainda mais rápida: o câmbio.
Continua após a publicidade Segundo a mais recente pesquisa trienal do Banco de Compensações Internacionais, o BIS, operações de câmbio de balcão envolvendo o real movimentavam em média cerca de 90 bilhões de dólares por dia em abril de 2025.
Desse total, aproximadamente 61 bilhões de dólares eram operações a termo, os chamados outright forwards .
Apenas 15 bilhões correspondiam ao mercado à vista.
Continua após a publicidade Em outras palavras, aproximadamente dois terços do enorme mercado global envolvendo o real naquele levantamento já estavam em contratos nos quais a liquidação ocorre no futuro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.