Preço futuro do açúcar avança em NY com ritmo lento da colheita no Brasil
O contrato futuro do açúcar para entrega em março subiu 1,29% nesta quarta-feira (23) e encerrou a sessão negociado a 18,80 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo a Barchart, os preços avançam pelo segundo dia consecutivo, em meio às preocupações de que as chuvas no Brasil estejam atrasando a colheita de cana-de-açúcar.
O movimento ocorre após uma sequência de quedas que levou o açúcar negociado em Nova York à mínima de um mês e o contrato em Londres à menor cotação em um mês e meio.
Apesar da recuperação nos últimos dois pregões , o mercado segue pressionado por preocupações com a demanda.
Em Londres, foram entregues 499.350 toneladas de açúcar referentes ao contrato de outubro, que expirou na terça-feira passada.
O volume foi 91% superior ao registrado no mesmo contrato do ano anterior e ficou entre as maiores entregas já registradas para um vencimento de outubro, sinalizando uma demanda física mais fraca.
Leia Mais Preço do cacau despenca 4,44% em NY com avanço da oferta na costa do marfim Cacau recua quase 4% em NY com melhora na oferta da Costa do Marfim Açúcar sobe 5,6% em NY com preocupação de menor oferta global na Europa Cacau O contrato futuro do cacau para entrega em dezembro fechou a sessão com alta de 2,33%, negociado a US$ 5.528 por tonelada.
Segundo a Barchart, a alta foi sustentada principalmente pelas preocupações com as condições climáticas na África Ocidental.
A previsão de chuvas abaixo da média na Costa do Marfim na próxima semana aumenta as preocupações sobre o desenvolvimento das lavouras e pode reduzir as perspectivas para a produção de cacau na safra 2026/27.
No mercado de Londres, a valorização também ganhou força com a queda da libra esterlina para a menor cotação em dois meses e meio.
Como o cacau é negociado em libras no mercado londrino, a desvalorização da moeda tende a favorecer as cotações da commodity.
O movimento ocorre após três semanas de pressão sobre os preços, que chegaram na terça-feira à menor cotação em cerca de um mês e meio diante de sinais de aumento da produção na Costa do Marfim.
Segundo o Conselho do Café-Cacau, órgão regulador do país, foram colhidas 2,06 milhões de toneladas entre junho de 2025 e junho de 2026, alta de 30% em relação às 1,58 milhão de toneladas registradas no ciclo anterior.
Algodão O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou a sessão com alta de 0,02%, negociado a 82,89 centavos de dólar por libra-peso.
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