“Essa geração quer mais”: Douglas Matsumoto analisa base da Ferroviária
As finais desta edição do Brasileirão Feminino sub-17 entregaram o que se espera de uma decisão: futebol em alto nível, dois jogos em que a bola quase não saiu, emoção, intensidade e talento.
Depois do empate em 4 a 4 na primeira partida, em Araraquara, Ferroviária e Internacional voltaram a se encontrar pelo título.
No jogo de volta, em Porto Alegre, Sofia decidiu.
E, à beira do campo, estava Douglas Matsumoto, acompanhando de perto a equipe que havia conduzido até ali.
Aos 28 anos, Douglas Matsumoto já acumulava experiências em diferentes funções, clubes e até fora do país, em Portugal, quando assumiu o comando do sub-17 da Ferroviária.
A conquista do Brasileiro Feminino da categoria, inédita para a equipe de Araraquara, acrescentou um título nacional a uma história que começou ainda em 2014, no Centro Olímpico, em São Paulo, quando o futebol feminino de base tinha uma estrutura bem diferente da atual.
Foi ali que o treinador passou seis temporadas e teve contato com diferentes áreas da comissão técnica antes de decidir que precisava sair do ambiente em que havia começado para continuar aprendendo.
Centro Olímpico, experiência internacional e retorno ao Brasil Formado em Esporte pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, Douglas encontrou na formação acadêmica um caminho paralelo ao trabalho de campo.
No Centro Olímpico, foi treinador de uma categoria, preparador físico de outra e auxiliar em uma terceira.
Também chegou a trabalhar no treinamento de goleiras em situações emergenciais.
A experiência em um clube de menor estrutura, segundo ele, acabou fazendo com que transitasse por funções que mais tarde ajudariam a ampliar sua compreensão sobre o futebol.
“Fiz tudo, tudo, até supervisor já fui já”, contou Douglas, em entrevista exclusiva à VEJA.
A passagem pelo Centro Olímpico também colocou o treinador em contato com profissionais que se tornariam referências em sua formação, entre eles Arthur Elias, Jonas Urias, Lucas Piccinato e Thiago Viana.
Continua após a publicidade “Fui estagiário do Arthur Elias, fui estagiário do Jonas Urias, que foi treinador do sub-20 e está no Cruzeiro hoje.
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