‘Reaprender a viver sozinha’: seis meses após tragédia em Juiz de Fora, mulher salva pelo noivo tenta reconstruir a vida sem ele
Corpo de policial penal soterrado é encontrado no bairro Paineiras, em Juiz de Fora 'Reaprender a viver sozinha'.
É assim que Taciélle Rufino Cunha define o desafio seis meses depois da tragédia provocada pelas chuvas em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.
Na noite de 23 de fevereiro, ela foi salva pelo noivo, Reinaldo Neiva Ferreira, de 36 anos.
O casal estava no prédio onde morava, no bairro Paineiras, quando uma avalanche de terra invadiu o imóvel.
Ele conseguiu empurrá-la para longe, mas não teve tempo de escapar e morreu. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp “Ele veio, me empurrou.
Ele estava logo atrás de mim.
Só que a terra foi empurrando ele para o fundo do prédio.
No último momento da vida dele, ele salvou a minha vida”, contou.
Taciélle Rufino perdeu o noivo, Reinaldo Neiva, na tragédia causada pelas chuvas em Juiz de Fora Reprodução/TV Integração Seis meses após a tragédia, que deixou 66 mortos na maior cidade da Zona da Mata, a ausência do noivo, que era policial penal, ainda faz parte da rotina de Taciélle.
“Chegar em casa, não ter mais a companhia dele, acordar nos fins de semana.
Tô tendo que reaprender a viver sozinha”, completou.
Em junho deste ano, Reinaldo Neiva recebeu, postumamente, a Medalha do Mérito Tenente-Coronel João Batista de Assis, concedida em reconhecimento ao ato de bravura.
Taciélle Rufino perdeu o noivo na tragédia causada pelas chuvas em Juiz de Fora Reprodução/TV Integração 'Era tudo que eu tinha' Renata Garcia Silva também enfrenta as consequências da tragédia de fevereiro.
Além da casa, ela perdeu 17 familiares na chuva que atingiu Juiz de Fora.
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