Corinthians não paga CNRD no prazo prometido, e Cuiabá pede bloqueio de receitas
Diniz cobra do Corinthians empenho igual na Libertadores e no Brasileiro O Corinthians não conseguiu cumprir o prazo previsto para o pagamento da parcela atrasada da CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas), conforme prometido pelo próprio clube em manifestação protocolada no dia 16 de junho junto à CBF. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp Diante do cenário, o Cuiabá, principal credor do Corinthians no processo da CNRD, se posicionou nesta terça-feira pedindo a manutenção do transfer ban, aplicação de multa, bloqueio e repasse de receitas e/ou premiações que o clube paulista tenha a receber da CBF. — O Corinthians assumiu compromisso processual específico, com data certa, depois de já ter deixado de cumprir o cronograma homologado.
Ainda assim, novamente não pagou.
A sequência de fatos revela conduta incompatível com a confiança excepcional que sustenta um plano coletivo: inadimplemento da obrigação original, pedido unilateral de postergação, promessa de pagamento perante esta Câmara e, por fim, descumprimento da própria promessa — escreveu o clube do Centro-Oeste em documento apresentado à CNRD.
Procurada pelo ge, a diretoria do Corinthians informou que segue sem recursos financeiros para arcar com as parcelas do plano de pagamento e que não possui um prazo para resolver a questão.
Em grave crise financeira, com déficit de R$ 246 milhões no primeiro semestre deste ano, o clube vasculha o mercado em busca de soluções.
Mais notícias do Corinthians: + Clube completa 116 anos e ganha homenagens + Timão fecha primeiro semestre com déficit de R$ 246 milhões + Equipe cai de rendimento após o retorno da Copa do Mundo Parque São Jorge, sede social do Corinthians José Edgar de Matos Relembre o caso Em junho, na véspera do vencimento de uma das parcelas de seu plano de pagamento coletivo, o Corinthians informou que vivia grave crise financeira com pagamento de mais de R$ 170 milhões em dívidas apenas em 2026.
Naquela ocasião, o clube argumentou que, por conta da disputa da Copa do Mundo e da consequente paralisação do calendário do futebol brasileiro, perdeu faturamento com a venda de ingressos, patrocínios e mídia digital.
Diante do contexto, o Corinthians fez dois pedidos à CNRD: Pagar conjuntamente as parcelas de 17 de julho e 17 de outubro até o dia 31 de agosto; Caso a CNRD aplique o transfer ban, a punição seja derrubada assim que o Corinthians efetue o pagamento conjunto das parcelas de 17 de julho e 17 de outubro até 31 de agosto.
Na época, a Câmara não se manifestou no processo e apenas aplicou o transfer ban ao clube.
A atual proibição imposta ao Corinthians é o impedimento de registro de novos jogadores pelo prazo de seis meses.
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