Jerônimo chama redução de ônibus em Salvador no 2° turno de “atentado”
O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu que o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), seja responsabilizado, dentro da lei, pela redução da frota de ônibus na capital durante o segundo turno das eleições, no domingo, 25.Em conversa com a imprensa, Jerônimo classificou a situação como um “atentado à democracia” e afirmou que acompanhará os desdobramentos do caso.“Espero que o prefeito de Salvador responda, dentro da lei, não é raivinha.
Foi um atentado à democracia”, disparou o governador ao comentar os impactos da redução dos coletivos sobre o deslocamento de eleitores aos locais de votação.O petista pontuou ainda que a falta de ônibus prejudicou principalmente a população de baixa renda, que depende do transporte público para exercer o direito ao voto.Prorrogação do horário de votaçãoAlém de cobrar a responsabilização do prefeito, Jerônimo criticou a demora na análise do pedido de prorrogação do horário de votação na Bahia.Segundo o governador, a solicitação foi feita às 15h ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, mas a resposta só foi dada perto das 17h, quando algumas urnas já haviam sido fechadas.“Nós pedimos a prorrogação do horário de votação às 15h e o presidente do TSE não julgou e ficou prorrogando.
Foi dar a resposta praticamente às 17h, depois de um ato do ministro Cristiano Zanin.
Não se sabe o que isso impactou no resultado das eleições, pois muitas urnas já estavam fechadas”, afirmou.Governador elogia TRE-BA e critica sindicatoJerônimo também elogiou a atuação do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que pediu a prisão em flagrante do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, em meio à redução da frota de ônibus na capital.Para o governador, a medida não teve motivação partidária, mas buscou defender a Justiça Eleitoral e garantir o direito ao voto.“A coragem do TRE-BA não foi um comportamento partidário, mas sim o comportamento de quem defende uma instituição.
Se o TRE-BA não tomasse a posição de pedir a prisão do secretário, seria jogado ao lixo”, afirmou.
Em Salvador, ao menos 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens.
A Prefeitura atribuiu o atraso à colocação de adesivos com o número 13, do PT, nos veículos por sindicalistas.
O secretário está em Paris e ainda não foi preso.
Ele afirmou que viajou em missão oficial, a convite do governo francês, e que se entregará às autoridades nesta segunda-feira, 26.Jerônimo também disse estar “decepcionado” com o Sindicato dos Rodoviários por, segundo ele, não ter reagido de forma mais firme à situação.
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