Morre ex-aliado de Beira-Mar conhecido como "Barão" do tráfico
Conhecido como o “Barão do Tráfico”, que já foi considerado pela PF (Polícia Federal) como um dos maiores traficantes do Brasil, Leonardo Dias Mendonça, de 63 anos, morreu nesta quinta-feira (20).
Ele era interno da Penitenciária Federal de Campo Grande e deu entrada na Unidade do Trauma da Santa Casa da Capital nesta segunda-feira (17) em estado gravíssimo.
A reportagem apurou que Leonardo deixou o presídio em ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
A defesa, composta pela advogada Ana Cláudia Alves, informou que ele vinha apresentando, desde a semana passada, queixas relacionadas ao seu estado de saúde, sendo posteriormente encaminhado para atendimento médico, onde permaneceu internado em estado grave.
Agora, defesa e a família aguardam as providências a serem adotadas pelo Estado e pelas autoridades competentes quanto aos procedimentos necessários para a liberação e o traslado do corpo.
"O prisioneiro cumpria pena em Campo Grande, cidade com a qual não possuía qualquer vínculo, tendo sido transferido do Estado de Goiás, onde mantinha seu domicílio e seus vínculos familiares”, discorre a nota.
“Espero que o mesmo Estado que o levou vivo tenha a responsabilidade de trazê-lo de volta a Goiás, ainda que agora morto”, finaliza a advogada.
Saiba mais - O histórico de Leonardo no crime remonta ao menos ao fim da década de 1990.
Em janeiro de 2003, a Folha de S.Paulo noticiou que ele havia sido condenado a 23 anos e quatro meses de prisão por tráfico internacional de drogas.
O processo tinha origem na apreensão de 327 quilos de cocaína encontrados pela PF em um avião, em Cocalinho, no Mato Grosso, em 1999.
Segundo a reportagem, depoimentos colhidos durante a investigação apontavam Leonardo como líder do grupo.
Ainda conforme a Folha, registros telefônicos mostravam ligações feitas por Leonardo para Colômbia, Suriname e Peru dias antes da apreensão.
À época, ele negava envolvimento com o tráfico, e a defesa afirmava que recorreria da condenação.
O “Barão do Tráfico” também ganhou projeção durante a Operação Diamante, investigação da PF sobre tráfico de drogas e suspeitas de compra de sentenças no Judiciário.
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