Quaest: 67% dizem que crise no STF não influencia voto para presidente
Plenário do STF Gustavo Moreno/STF Quase sete em cada dez brasileiros (67%) dizem que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) deflagrada por novas revelações do escândalo do banco Master não afeta o voto na eleição presidencial.
Por outro lado, 7% afirmam que consideram mudar a escolha do candidato, enquanto 22% dizem que reforça a escolha que já fizeram.
O levantamento foi encomendado pelo jornal O Globo e pela Globo e divulgado nesta segunda-feira (14).
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Pergunta: a crise no STF influencia seu voto para presidente? Não tem influência sobre o voto: 67% Reforça a escolha atual: 22% Faz considerar mudar o voto: 7% Não sabe ou não respondeu: 4% A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro, em meio à crise que tomou conta do STF desde o começo do mês, quando o ministro André Mendonça tornou público um relatório da PF que cita mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, ex-dono do Master preso por fraudes bilionárias, a um contato que a polícia atribuiu a Alexandre de Moraes.
Em resposta, Moraes pediu que Mendonça seja investigado por supostas irregularidades cometidas na condução do caso Master, entre elas abuso de poder e favorecimento a grupos políticos.
O que muda conforme o perfil do eleitorado Os resultados da pesquisa mudam conforme o posicionamento político dos eleitores.
Na direita não bolsonarista, 40% afirmam que a crise no STF reforça a decisão que já tomaram sobre em quem votar.
Esse índice é de 35% entre os bolsonaristas.
Entre lulistas, por outro lado, 84% afirmam que o caso não influencia o voto e só 3% admitem trocar de candidato.
Na esquerda não lulista, 76% afirmam que não há impacto no voto e 12% poderiam mudar.
Entre os eleitores independentes, que são um terço do total e podem decidir a eleição, 66% afirmam que a crise não muda o voto, 19% afirmam que reforça a escolha atual e 9% admitem mudar.
Veja mais detalhes sobre as respostas de cada grupo: Lulista Não tem influência sobre o voto: 84% Reforça a escolha atual: 10% Faz considerar mudar o voto: 3% Não sabe ou não respondeu: 3% A margem de erro nesse grupo é de 5 pontos percentuais.
Esquerda não lulista Não tem influência sobre o voto: 76% Reforça a escolha atual: 10% Faz considerar mudar o voto: 12% Não sabe ou não respondeu: 2% A margem de erro é de 6 pontos percentuais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.