Farmacêuticos da rede municipal de Curitiba acompanham pacientes do SUS
Os dispensários de medicamentos das unidades de saúde da Prefeitura de Curitiba fazem mais do que entregar remédios.
Os profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) orientam, esclarecem dúvidas, acompanham tratamentos e fortalecem o vínculo entre usuários e a rede de Atenção Primária do SUS na capital.
De setembro do ano passado a setembro deste ano, os dispensários das 109 unidades de saúde atenderam 893.799 pessoas e distribuíram gratuitamente 339,3 milhões de unidades de medicamentos, entre comprimidos, cápsulas e ampolas.
São 136 itens disponíveis na Farmácia Curitibana, entre fármacos para hipertensão, diabetes e asma, além de antibióticos, anticoncepcionais, psicotrópicos sujeitos a controle especial, antialérgicos, anticoagulantes, analgésicos, anti-inflamatórios e até fitoterápicos (cápsulas de glicine e de espinheira-santa e xarope de guaco).
Paraná viabiliza 9.287 cirurgias bariátricas pelo SUS desde 2022 Para a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, a presença dos dispensários em todas as unidades de saúde amplia o acesso ao tratamento e reforça a integração entre os diferentes serviços oferecidos pelo SUS Curitiba.
“Garantir o medicamento gratuitamente e perto da casa do usuário é uma forma de assegurar a continuidade do cuidado, após uma consulta na unidade de saúde ou em outros serviços da rede da Prefeitura.
Mas a atribuição dos dispensários vai muito além: a cada entrega, nossos profissionais orientam, acolhem e ajudam a manter o cidadão conectado à sua unidade e à equipe responsável pelo seu acompanhamento”, afirma Tatiane.
Balcões viram confessionários Em muitas unidades de saúde, o balcão do dispensário de medicamentos funciona realmente quase como um confessionário.
É ali, diante de um técnico de enfermagem conhecido e de confiança, que o paciente se sente confortável para contar que não entendeu como tomar o medicamento, perguntar sobre uma possível reação ou admitir que deixou de seguir corretamente o tratamento.
“Muitas vezes, o usuário sai da consulta sem perguntar tudo o que gostaria, seja por receio ou vergonha.
No dispensário, ele se sente à vontade para esclarecer as dúvidas”, conta a coordenadora da Assistência Farmacêutica da SMS, Juliana Skraba Assad Silva.
Durante a entrega, os profissionais orientam sobre os horários corretos, a duração do tratamento, as condições de armazenamento — incluindo a necessidade de refrigeração (como as insulinas) — e os possíveis efeitos adversos.
Além disso, o contato frequente amplia o olhar das equipes sobre a saúde do cidadão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.