Socorro chega na hora certa e livra gestante de uma tragédia
Foram 40 minutos de uma luta que pode não ter terminado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida.
Entre socorristas do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do Corpo de Bombeiros, uma gestante em desespero foi resgatada e levada para a unidade de saúde depois de tentar encerrar a própria vida e a gestação às margens do Córrego Segredo, no cruzamento da Rua Dom Aquino com a Avenida Ernesto Geisel, nesta manhã em Campo Grande.
Foi esse tempo entre o início do resgate e a possibilidade de um tratamento especializado na UPA.
Mas até quando ela vai obter acompanhamento de saúde mental e gestacional antes de voltar para as ruas? A resposta não existe, mas, ao menos neste momento, a vida dela e do bebê está segura.
Neste momento, há salvação.
Por volta das 8h30 a mulher, negra, cheia de marcas de violência pelo corpo e também com um coração tatuado na mão esquerda, gritava à beira da ponte quando um socorrista do Samu enxergou o dilema e resolveu intervir.
Vagarosamente, mas com autoridade, ele a agarrou pelas costas, a abraçou e começou a falar.
O que eles conversavam não pôde ser ouvido pela reportagem, mas ela se acalmou.
Devagar e pacientemente, os dois caminharam de volta ao abrigo dela, próximo ao antigo terminal rodoviário.
Ao falar com o Campo Grande News , o profissional de saúde contou um pouco sobre a situação, dizendo que entre os pedidos feitos à gestante, houve o de que ela prometesse que não tentaria mais desistir da vida e pensasse que a que ela carrega no ventre pode ser a chave para um futuro melhor.
Pouco depois, os bombeiros chegaram e a gritaria recomeçou.
A tentativa de se livrar do socorro foi incessante.
Lutas corporal e emocional foram necessárias para conter a mãe que não vislumbra, com ou sem filho, dias melhores.
A gestação parece ser de poucos meses e nem mesmo os militares souberam precisar, até porque o foco era resgatá-la e levá-la a um atendimento adequado.
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