Porque Flávio Bolsonaro foi mal na sabatina da Globo e o significado político disso
Flávio Bolsonaro deu uma entrevista para o Jornal Nacional nesta sexta-feira (16), e foi muito mal.
Há muita gente comentando desesperada nas redes sociais dizendo que ele não sofreu tanta pressão, que falou muito de Lula (45 vezes) e que o presidente não bateu tanto nele, a grande verdade é que o episódio deixou claro que Flávio não tem o menor equilíbrio emocional para governar o país.
O motivo desse diagnóstico salta aos olhos de quem analisa os fatos além da superfície: ele não teve condições de responder a questionamentos objetivos, fugiu das respostas, mostrou-se absolutamente nervoso, pegou o copo d’água cerca de 30 vezes, olhou para baixo e gaguejou.
Essa postura revela exatamente quem ele é — um candidato despreparado.
Essa percepção é vital justamente para o pequeno grupo de eleitores ainda indecisos, que gira em torno de 5% a 7%.
Esse eleitorado analisa os mínimos detalhes, captando o que muitas vezes passa despercebido pelos eleitores já definidos.
No fim das contas, a impressão deixada foi a de alguém intoxicado pelo que consome e o alimenta: o ódio, a raiva e a mentira.
A condução da sabatina teve seus percalços — a jornalista Renata Lo Prete começou levantando a bola sobre dívida pública, aposentadoria e salário mínimo, terreno em que ele mentiu, assim como mentiu a respeito do dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.
Depois ela se comportou bem e em vários momentos deixou claro que ele não estava utilizando dados reais e verdadeiros.
No entanto, faltou uma pergunta essencial que poderia tê-lo quebrado de vez: a sua relação com Willer Tomaz.
Os bastidores dessa conexão envolvem desde uma festa de aniversário da filha de Flávio em Angra dos Reis bancada pelo advogado, passando por viagens em jatinho, até a existência de uma conta conjunta com essa figura acusada pela Polícia Federal de roubar aposentados do INSS e de participar de esquemas no Banco Master.
Acho difícil que ele tenha conquistado votos a partir dessa entrevista.
E arrisco dizer que se ele mantiver esse mesmo nível de descontrole para o debate da Band, vai faltar fralda.
Lula não vai ser tão polido quanto Renata.
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