Haddad sobre agro: “Setor ganha muito dinheiro em nossos governos”
O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) classificou como “curiosa” a resistência que o setor do agronegócio brasileiro têm em relação aos candidatos petistas nas eleições de 2026.
Haddad cumpre agenda de campanha pelo interior de São Paulo nesta terça-feira (1º/9).
“Eu chego a achar curiosa essa resistência, porque o agro só ganha muito dinheiro nos nossos governos.
Eu vou dar um exemplo.
Eu fiz lá no Ministério da Fazenda quatro Planos Safra, um melhor que o outro, reconhecido pelo agro.
O agro nunca produziu tanto, o agro nunca exportou tanto.
O Brasil vai ser o maior produtor de alimentos do mundo superando os Estados Unidos neste ano”, afirmou em entrevista à EPTV Campinas.
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“Com o tarifaço do Trump, que prejudicou São Paulo, festejado pelo Flávio Bolsonaro , Eduardo Bolsonaro e Tarcísio, que botou o bonezinho do Trump, nós diversificamos a pauta de exportação e abrimos 600 mercados para o agro, inclusive de São Paulo”, disse.
Cálculos da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) apontam que São Paulo, sendo o estado brasileiro mais impactado pelo tarifaço, pode deixar de movimentar US$ 3 bilhões.
Entre as regiões do estado mais impactadas pela medida estão Sorocaba, Campinas, Franca e Birigui, no interior, o Grande ABC, na região metropolitana, e o Vale do Paraíba.
No início desta semana, representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos se reuniram para dar sequência às negociações comerciais retomadas após um telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump .
Taxa das blusinhas Questionado sobre a taxa das blusinhas, o Imposto de Importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50, Haddad defendeu a cobrança e destacou a continuidade de 17% de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um tributo recolhido pelos estados.
“Quem começou a cobrar foram os governadores.
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