Pesquisa com “DNA de MS” aponta 5 caminhos para vencer medo de vacinas
Medo dos efeitos colaterais, informações falsas nas redes sociais e até a dificuldade de encontrar tempo para ir ao posto de saúde estão entre os obstáculos que afastam a população da vacinação.
Uma pesquisa desenvolvida com participação de instituições de Mato Grosso do Sul identificou cinco estratégias para enfrentar esse problema, que vão desde melhorar a comunicação com os pacientes até ampliar os horários de atendimento nas unidades de saúde.
O estudo foi divulgado nesta segunda-feira (12) na revista científica Epidemiologia e Serviços de Saúde, conforme divulgado pela Folha de S.
Paulo.
O trabalho foi coordenado pela pesquisadora Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira, da Fiocruz-MS (Fundação Oswaldo Cruz em Mato Grosso do Sul), e contou com a participação de pesquisadores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), da Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande).
A pesquisa reuniu evidências científicas para orientar políticas públicas capazes de aumentar a confiança da população nas vacinas.
Para chegar às conclusões, os pesquisadores analisaram dados de 2012 a 2024, resultados de diferentes estudos sobre a resistência à vacinação entre adultos e gestantes, envolvendo imunizantes contra doenças como covid-19, influenza, HPV, hepatite B, coqueluche e pneumococo.
O projeto foi desenvolvido no âmbito do Núcleo de Evidências Pantanal, da Fiocruz em Mato Grosso do Sul, com financiamento e apoio técnico-científico do Ministério da Saúde.
Os 5 apontamentos – A conclusão geral é que não existe uma solução única para o problema.
A primeira estratégia é melhorar a comunicação, conclui a pesquisa.
Para os autores do estudo, é preciso abandonar campanhas que utilizam a mesma mensagem para todos e considerar as diferenças culturais, sociais e econômicas de cada comunidade.
A recomendação é o uso de linguagem simples, informações acessíveis e participação de lideranças comunitárias e religiosas para ajudar a esclarecer dúvidas sobre a segurança e a importância dos imunizantes.
O combate à desinformação aparece como outra medida fundamental.
Notícias falsas sobre supostos riscos das vacinas podem alimentar a desconfiança e levar pessoas a adiar ou recusar doses recomendadas.
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