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Servidora que atestou demolição de prédio antes de mortes é ouvida pela CGM

Metrópoles ·
Servidora que atestou demolição de prédio antes de mortes é ouvida pela CGM

A Controladoria Geral do Município ( CGM ) de São Paulo ouviu, nesta segunda-feira (14/9), a servidora responsável pelo documento que atestava que a construção do prédio que desabou no último fim de semana e matou seis pessoas na Penha, zona leste da capital, havia sido demolida .

A informação foi confirmada ao Metrópoles pela gestão municipal.

Viviane Rodrigues de Palma é coordenadora de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da Subprefeitura da Penha.

A Controladoria também estendeu por até 120 dias o afastamento dela de suas funções administrativas .

No sábado (12/9), em coletiva de imprensa, o procurador-geral do município, Daniel Falcão, disse que Viviane não poderia continuar no cargo nesse momento “para não atrapalhar a nossa investigação interna”.

O documento, segundo a prefeitura, foi assinado em fevereiro de 2024.

No texto, Viviane afirmou que a demolição havia sido “efetuada em sua integralidade” e que uma nova edificação estava em andamento no local.

6 imagens Fechar modal.

1 de 6 Imagem de 2024 do prédio que desabou na Penha Reprodução/ Google Street View 2 de 6 Bombeiros resgataram 8 vítimas de desabamento, 2 delas com vida Divulgação/ Corpo de Bombeiros 3 de 6 Segundo a Defesa Civil, 3 imóveis próximos foram interditados e passarão por uma nova avaliação técnica neste domingo (16/8) Reprodução / Viva Abc 4 de 6 Herbert Chino, pai de 2 crianças que estavam em casa afetada por desabamento Leonardo Amaro/ Metrópoles 5 de 6 Documento assinado em 2024 afirmava que demolição havia sido concluída.

Ricardo Nunes acionou a Controladoria para investigar o caso Leonardo Amaro / Metrópoles 6 de 6 Mais de 10 pessoas moravam na residência atingida pelo prédio Divulgação/ Corpo de Bombeiros Ainda de acordo com o procurador-geral, o próprio advogado da construtora esteve no local e constatou que a estrutura não havia sido demolida.

A CGM informou que, por se tratar de apuração ainda em andamento, não divulga o teor dos depoimentos nem antecipa informações sobre as diligências realizadas ou previstas, de modo a preservar a instrução do procedimento.

O órgão acrescentou, em nota, que mais pessoas poderão ser ouvidas conforme a necessidade identificada no curso da apuração.

Além disso, a Controladoria determinou que todas as obras da construtora New Home em andamento em São Paulo sejam embargadas.

Os pedidos de alvarás que ainda estão em análise também serão suspensos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.

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