Ministério Publico de Contas questiona avião de R$ 2,1 milhões para combater incêndios no AM; Defesa Civil tem 10 dias para explicar
Avião em atuação em Parintins.
Liam Cavalcante/Rede Amazônica O Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) deu prazo de dez dias para a Defesa Civil do estado justificar o aluguel emergencial de um avião por R$ 2,1 milhões para combater incêndios florestais.
A aeronave transporta e lança menos de 2 mil litros de água por voo, capacidade considerada inadequada para enfrentar grandes focos de queimadas, segundo denúncia apresentada por um professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
A notificação foi enviada na sexta-feira (9).
Segundo o documento, o qual o g1 teve acesso, o contrato, de R$ 2.138.500, foi firmado com a empresa Jasurah Aeroagrícola Ltda.
A denúncia questiona a eficiência do equipamento e aponta que o governo estadual poderia ter solicitado apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), que dispõe de aeronaves de maior porte para esse tipo de operação.
Entre os modelos citados está o KC-390, que pode lançar até 12 mil litros de água em uma única operação e já foi utilizado em missões de combate a incêndios no Pantanal.
O modelo da aeronave alugada pela Defesa Civil não foi informado. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A representação encaminhada ao MPC-AM também questiona por que essa alternativa não foi adotada antes da contratação da aeronave menor.
Agora no g1 O procurador de contas Ruy Marcelo Alencar de Mendonça estabeleceu prazo de dez dias para que o secretário-comandante da Defesa Civil do Amazonas, coronel Mauro Marcelo Lima Freire, apresente esclarecimentos sobre a contratação.
O órgão quer receber a cópia integral do contrato emergencial e os estudos técnicos que fundamentaram a escolha da empresa.
A Defesa Civil também deverá justificar o gasto e apresentar informações que permitam avaliar se a contratação foi economicamente vantajosa e adequada às necessidades de combate aos incêndios.
A investigação apura possíveis falhas de economicidade e de eficiência na aplicação dos recursos públicos.
Até o momento, não há conclusão sobre a existência de irregularidades.
Após receber o ofício do MPC-AM, a Defesa Civil registrou o processo no sistema governamental e encaminhou os documentos à Assessoria Jurídica para análise e manifestação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amazonas.