Caso Isabelle Caracristi: mãe de namorado da jovem é exonerada de cargo de direção na Secretaria da Administração Penitenciária
O que se sabe sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi Sara Regina Alexandre Munhoz, mãe de João Munhoz Neto, namorado da estudante Isabelle Caracristi, foi exonerada na terça-feira (22) do cargo de direção e assessoramento da Coordenadoria de Execução da Saúde Prisional, da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP).
João Munhoz foi preso na última terça-feira (22) por suspeita de violência psicológica e não colaboração com as investigações, conforme a Polícia Civil.
A SAP não explicou por qual motivo Sara Regina foi exonerada.
O g1 procurou a pasta para se manifestar.
A Polícia Civil não informou se a servidora é investigada por algum tipo envolvimento no caso.
No domingo (20), ela teve o celular e um tablet apreendidos para perícia. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp A servidora Sara Regina Alexandre Munhoz estava de licença médica desde o dia 10 de agosto deste ano, segundo a SAP informou na última segunda-feira (23).
João Munhoz Neto foi preso nesta terça-feira (22) Reprodução A investigação da Polícia Civil aponta que a morte de Isabelle Caracristi, ocorrida na noite de 13 de setembro, foi motivada por precipitação voluntária, isto é, ela se atirou do rooftop do prédio localizado no bairro Aldeota.
O corpo teve múltiplas lesões com a queda, mas não apresentava sinais de violência.
Porém, a polícia disse que outras possibilidades ainda não foram completamente descartadas e que o caso permanece em investigação.
Os investigadores encontraram indícios de violência psicológica e de comportamento controlador por parte de João Munhoz, que teria causado constrangimentos a Isabelle e buscado afastá-la do convívio com outras pessoas.
A polícia afirmou que esses indícios são baseados em depoimentos.
"Os depoimentos apontam relacionamento abusivo, violência psicológica.
Inclusive, isso foi levado em consideração no momento da prisão.
As informações prestadas por testemunhas e obtidas também através da investigação da Polícia Civil apontam que o João mantinha ali uma relação de controle, de limitação de ir e vir.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Ceará.