Armadilhas instaladas em 14 bairros ajudam a monitorar avanço do Aedes em Boa Vista
(Foto: Semuc) A Prefeitura de Boa Vista iniciou a retirada das palhetas das ovitrampas instaladas em residências de 14 bairros da capital.
O material, que contém os ovos depositados pelo Aedes aegypti, será analisado para identificar a presença do mosquito e avaliar a resistência ao inseticida utilizado no controle das arboviroses.
A primeira etapa é realizada no laboratório da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ), onde os ovos encontrados nas palhetas são contabilizados.
De acordo com o coordenador Greiner Costa, a quantidade registrada ajuda a apontar a presença e a distribuição do mosquito nas áreas monitoradas.
Após a contagem, as palhetas serão encaminhadas à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde os ovos passarão por uma análise específica.
“Na Fiocruz, os ovos serão analisados e, depois, será feito um teste de resistência ao inseticida que utilizamos, indicado pelo Ministério da Saúde, para verificar o nível de resistência do mosquito.
A análise é importante porque os resultados vão ajudar a prefeitura a definir quais estratégias de controle serão mais adequadas para cada área”, disse.
Coordenador de Doenças Transmitidas por Vetores, Greiner Costa. (Foto: Semuc) Monitoramento deve orientar novas ações Os resultados obtidos nas análises poderão indicar os pontos com maior presença do Aedes aegypti e auxiliar na definição das medidas de controle para cada uma das áreas monitoradas.
Entre as estratégias avaliadas estão as estações disseminadoras de larvicida, que utilizam o próprio comportamento da fêmea do mosquito para levar o produto a outros possíveis criadouros.
“Essas estações utilizam o próprio comportamento da fêmea do Aedes.
Ao entrar em contato com a estação para colocar os ovos, a fêmea fica impregnada com o larvicida, podendo transportar a substância para outros recipientes.
Nesses locais, o larvicida pode afetar o desenvolvimento das larvas, reduzindo a possibilidade de novos mosquitos”, explicou.
Moradores participam do monitoramento Além do trabalho dos Agentes de Combate às Endemias (ACE), a participação dos moradores é necessária para o controle dos criadouros do mosquito.
A cabeleireira Valdete Marques Lima, moradora do bairro Cidade Satélite há sete anos, recebeu uma das ovitrampas em casa e acompanhou as visitas das equipes durante o período de monitoramento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.