Estudo desaconselha uso prolongado de malhas pós cirúrgicas no calor
Um estudo avaliou que, principalmente nos períodos de calor extremo, o uso prolongado de malhas compressivas por pacientes em período pós operatório de cirurgias plásticas não traz benefícios e pode causar atraso na regressão do inchaço e redução transitória do fluxo venoso nos grupos que utilizaram a cinta por mais tempo.
Foi pensando na proximidade das estações mais quentes do ano, a primavera e o verão, e em como isso pode causar transpiração excessiva e maior exposição solar, que os pesquisadores pensaram que essa combinação de fatores apresenta um risco adicional para pacientes em recuperação de procedimentos como lipoaspiração e abdominoplastia.
Nesse período, a combinação de calor com o uso de malhas compressivas exige cuidados dobrados com a higiene e a proteção da pele para evitar complicações no processo de cicatrização.
Além dos cuidados com o calor, pesquisas recentes têm revisado protocolos tradicionais de pós-operatório.
Leia Mais PMMA está proibido para estética em todo o Brasil; veja a única exceção Proibição do uso de PMMA para fins estéticos passa a valer nesta terça (2) Seu corpo mudou após a gravidez? Entenda o que pode ajudar A pesquisa publicada na revista Pubmed mostrou esses malefícios após observar 120 pacientes e comparou o uso de malhas compressivas por um, três e cinco meses.
A cirurgiã plástica e participante da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), Cecília Ruiz, explicou que “o estudo reforça que a cinta cirúrgica não deve ser usada de maneira automática ou por tempo indeterminado.
O período precisa ser individualizado conforme o volume tratado, a cirurgia realizada e a evolução do inchaço de cada paciente.” O estudo recomenda que, nos dias mais quentes, o paciente alterne entre o uso de duas malhas, trocando sempre que ela ficar úmida de suor.
É necessário lavá-la com frequência para evitar proliferação de fungos e bactérias.
Ajustes excessivos também devem ser evitados para não comprometer a circulação.
Outro ponto que requer atenção na primavera é a exposição solar.
O contato com o sol em cicatrizes recentes ou áreas com equimoses (manchas roxas) pode provocar hiperpigmentação permanente da pele .
“Muitas pessoas tentam retomar atividades ao ar livre antes da liberação médica.
A exposição direta ao sol deve ser evitada nas primeiras semanas, e a fotoproteção só deve ser aplicada sobre as incisões quando a pele estiver totalmente reepitelizada”, alerta a cirugiã Cecília Ruiz. *Sob supervisão de AR.
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