Conheça a “cidade dos exageros”, fundada no século 17 e destaque para turistas que vêm ao Brasil
A cerca de 100 km de São Paulo, Itu carrega um nome de origem tupi que remete a “grande queda d’água”. Mas foi a televisão, não a geografia, que colou na cidade o apelido pelo qual ela é mais conhecida hoje, a “cidade dos exageros”.
Tudo começou em 1960, com o ator ituano, Francisco Flaviano de Almeida, que interpretava o personagem Simplício no programa “A Praça da Alegria” da TV Tupi. Durante o programa, ele inventava histórias mirabolantes sobre sua terra natal, exagerando o tamanho de mandiocas, espigas de milho e qualquer coisa que aparecesse na conversa.
O público gostou, e o exagero virou marca registrada de Itu, a ponto de a própria cidade decidir levar a brincadeira adiante.
Hoje, quem passa pela Praça Padre Miguel encontra um orelhão gigante ao lado de um semáforo também enorme, que funciona normalmente no trânsito. Já na Praça dos Exageros, esculturas gigantes de peças de xadrez a formigas reforçam o clima.
Por trás do humor, o centro histórico guarda casarões coloniais e igrejas barrocas, com calçamento feito de varvito, a mesma rocha sedimentar que dá nome ao parque geológico local. Um dos principais exemplos dessa arquitetura é a Igreja Matriz Nossa Senhora da Candelária.
A cidade também investiu em transformar espaços antigos em polos culturais: a Fábrica São Pedro, um têxtil desativado, hoje reúne o acervo de arte contemporânea da FAMA e o ateliê do muralista Eduardo Kobra. Já o Museu da Música de Itu preserva instrumentos e partituras de uma tradição musical com três séculos, e o conjunto do Convento do Carmo, do século 18, ainda mantém fachada e interior bem conservados.
Um dos maiores atrativos naturais é o Parque Geológico do Varvito, instalado numa antiga pedreira de 44 mil metros quadrados. Lá, é possível ver de perto paredões formados durante uma era glacial, quando parte da América do Sul estava coberta de gelo. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente do estado, é o maior conjunto de varvito exposto no continente.
Cada camada clara e escura da rocha marca um ano de sedimentação no fundo de um antigo lago congelado. O local é tombado, tem entrada gratuita e recebe mais de 60 mil visitantes por ano, mas fecha quando chove.
Para quem busca passeios mais leves, o Trem Republicano faz o trajeto até a cidade vizinha de Salto em cerca de 40 minutos, de sexta a domingo. Há ainda a Fazenda do Chocolate, com produção artesanal e degustação, e o Parque Maeda.
O clima subtropical da região traz verões quentes e chuvosos e invernos mais secos por isso, entre abril e setembro costuma ser a melhor janela para aproveitar trilhas e passeios ao ar livre.
De carro, a viagem saindo de São Paulo leva cerca de 1h15 pela Rodovia Castelo Branco. Também é possível ir pela Bandeirantes via Jundiaí ou de ônibus, partindo do Terminal Barra Funda. Quem vem de outros estados pode desembarcar no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, a 47 km de distância.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.