“É hora de escolher”: UBS elege dois investimentos para se proteger antes da eleição
Diante do risco fiscal e da incerteza eleitoral na reta final da corrida presidencial, o UBS busca proteção para a carteira do investidor brasileiro.
Na ponta negativa, os fundos multimercados têm a pior recomendação, ao passo que pós-fixados, prefixados, ações, fundos imobiliários e ativos alternativos ganham avaliação neutra.
A essa altura, o banco suíço afirma que “é hora de escolher” e aponta preferência para apenas duas classes nos portfolios.
Para o braço de gestão de fortunas do UBS, os títulos indexados à inflação são muito atrativos e devem ser peça central das carteiras de longo prazo.
“Os juros reais continuam a oferecer compensação substancial em relação aos padrões históricos, ao mesmo tempo em que dão proteção contra o risco de a incerteza fiscal manter as expectativas de inflação elevadas”, afirma em novo relatório.
O UBS coloca a diversificação internacional no mesmo patamar de atratividade.
Para o banco, a combinação de incerteza eleitoral, risco fiscal e prêmios de risco domésticos elevados justifica uma exposição relevante a ações globais e a renda fixa internacional de alta qualidade.
“A diversificação internacional continua sendo uma das ferramentas mais eficazes à disposição dos investidores brasileiros para melhorar a resiliência das carteiras”, explica o relatório.
O banco espera que a alta das bolsas globais continue nos próximos seis a 12 meses e vê oportunidades em renda fixa internacional de grau de investimento com prazos intermediários.
Entre as commodities, a preferência é pelo cobre, enquanto a prata aparece como menos atrativa.
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O banco reconhece que esses títulos pagam taxas atrativas e podem se beneficiar da desaceleração da economia, mas vê limites para o ciclo de cortes.
“A comunicação cautelosa do Copom desaconselha supor um ciclo agressivo de cortes, enquanto a incerteza fiscal, a volatilidade cambial e as expectativas de inflação resistentes podem manter a Selic terminal elevada”, aponta o relatório.
Segundo o UBS, os preços atuais embutem um prêmio fiscal relevante.
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