Código de Ética do STF virou debate de frades num bordel
O principal problema ético do Supremo é que a sociedade é incapaz de reconhecer a honestidade de metade dos magistrados do tribunal. E esses magistrados são incapazes de demonstrá-la. O Código de Ética idealizado por Edson Fachin morreu antes do nascimento. Para ressuscitar, precisaria incluir preceitos inimagináveis até outro dia.
1 - Não permitir que o escritório de advocacia da família celebre contrato de R$ 131 milhões com banco que segue o código de ética da máfia.
2 - Não franquear o celular para o recebimento, no escurinho do Zap, de mensagens de um mafioso que tinha um banco.
3 - Não ser sócio de resort. Muito menos vender o negócio por R$ 35 milhões a prepostos de um investigado pela maior fraude bancária da história do país.
4 - Não permitir que o filho receba mesada de R$ 500 mil de um escroque com interesse em processos pendentes de julgamento.
5 - Não terceirizar os R$ 10 mil da conta de uma garota de programa que presta serviços supremos.
6 - Não participar de seminários londrinos patrocinados por uma casa bancária que inclui no seu portfólio a compra de togas.
7 - Não comparecer a convescotes regados a doses de Macallan e defumados com charutos cubanos.
8 - Não agendar encontros com suspeitos em institutos privados de magistrados pagos pelo contribuinte para prestar serviços ao sistema de Justiça.
9 - Não terceirizar a agenda do gabinete a filhos ou agregados que traficam influência no mercado paralelo do poder.
10 - Não blindar colegas que pedem solidariedade corporativa quando merecem apenas uma boa investigação.
Sem a inclusão desses dez preceitos elementares, o Código de Ética do Supremo se converte numa espécie de debate de frades num bordel.
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