Eleições em Israel: Como a guerra inacabada com o Irã impactará a votação?
Israel realizará eleições parlamentares em meio ao impasse sobre o fim da guerra contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro em conjunto com os Estados Unidos.
Atualmente, não há ataques diretos entre os países, mas a tensão no Oriente Médio continua com ataques pontuais no Estreito de Ormuz, controlado pelo regime iraniano.
Os governos de Benjamin Netanyahu e Donald Trump não conseguiram garantir os principais objetivos no conflito: o fim do programa nuclear iraniano; destruir o programa de mísseis do país persa; e o fim do apoio a grupos armados na região, como o Hamas e o Hezbollah.
A guerra deixou milhares de mortos no Irã, incluindo o então líder supremo, Ali Khamenei.
Em retaliação, as Forças Armadas iranianas lançaram ofensivas contra o território israelense — que deixou mais de dez mortos — e outros países, além de terem fechado o Estreito de Ormuz, uma rota de extrema importância para o fluxo global de petróleo.
O regime iraniano também não se rendeu e tem mantido a posição de que não abrirá mão de seu programa nuclear, que ressalta ter fins pacíficos.
Com isso, a guerra entre Irã e Israel está dentro de um pacote de pontos relacionados à segurança israelense, que são utilizados tanto pela oposição quanto pelo governo Netanyahu.
Leia Mais: Candidato à reeleição, Netanyahu é alvo de pedido de prisão; entenda Quais são os principais candidatos que disputam a eleição de Israel? O que é o Knesset, o Parlamento de Israel? Como o conflito no Irã impacta a eleição de Israel? A votação para renovar o Parlamento israelense, o Knesset , acontecerá na próxima terça-feira, no dia 27 de outubro.
Especialistas ouvidos pela CNN Brasil destacam que, sem combate ativo e novos elementos para influenciar a opinião popular até a eleição, a avaliação a ser feita pelos cidadãos israelenses é se o país conseguiu cumprir seus objetivos e se o governo de Netanyahu foi bem-sucedido na operação contra o regime iraniano.
Isso inclui o desgaste econômico e social para o país, que vai desde o possível aumento no preço de produtos devido às interrupções dos transportes comerciais na região até o isolamento perante a comunidade internacional.
Monique Sochaczewski, professora de Relações Internacionais do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa) destaca que houve apoio da população aos ataques contra o Irã, porém o contra-ataque do regime iraniano fez com que a agenda israelense “fugisse do radar”.
A retaliação do regime iraniano incluiu além do fechamento da rota de navegação comercial no Estreito de Ormuz, bombardeios contra vários países do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.