Review Silent Hill: Townfall | Clima macabro na medida sem apelar para sustos fáceis
Por Gabriel Cavalheiro • Editado por Jones Oliveira | 21/09/2026 às 18:33
Após um longo hiato , a Konami voltou a investir de maneira agressiva na série de survival horror Silent Hill . A produtora japonesa tem lançado títulos da franquia anualmente desde 2023. Neste ano, o representante da vez é Silent Hill: Townfall, desenvolvido pela Screen Burn Interactive e publicado pela Annapurna Interactive em parceria com a própria Konami.
No jogo, acompanhamos Simon Ordell, que precisa retornar à cidade portuária e desértica tomada por uma neblina pesada, St. Amelie, para resolver pendências do passado.
A novidade da vez é que Townfall é o primeiro jogo de Silent Hill a adotar uma perspectiva em primeira pessoa. Outro detalhe é que, pela primeira vez, um jogo da franquia se passa em um local baseado na Escócia dos anos 1990 , diferentemente das ambientações no Japão e na América do Norte em títulos passados.
Como em todos os jogos da franquia Silent Hill, o local e a época em que a trama acontece costumam ser pontos-chave. Em Silent Hill: Townfall, acompanhamos a história de Simon Ordell, que, sem memórias, precisa voltar à cidade portuária de St. Amelie para resolver pendências que deixou para trás a pedido de um estranho.
Não demora muito para pegarmos o clima de Silent Hill logo no início de Townfall: uma cidade desértica com uma névoa densa que não permite olhar muito para o horizonte. Desta vez, a Konami optou por se basear na Escócia dos anos 1990 para criar o palco principal do jogo.
Apesar de uma mudança de ar ser sempre bem-vinda, não sinto que iremos nos lembrar tanto de St. Amelie quanto de outros locais do universo de Silent Hill, talvez por não estarmos habituados com tantos cenários na cultura pop inspirados na Escócia.
Silent Hill: Townfall tem um foco tremendo em exploração e stealth , embora ofereça uma fina camada de combate com um arsenal limitado de armas para usar em momentos de crise. Por esse motivo, espere um jogo bem mais cadenciado; as coisas e mecânicas vão surgindo aos poucos, ao passo que descobrimos mais sobre St. Amelie e o passado de Ordell.
Isso acontece no velho sistema de progressão de "chave e fechadura" , em que, para avançar, precisamos abrir portas por meio de itens e resolução de puzzles. Há ali um certo nível de backtracking (a necessidade de revisitar cenários), mas nada cansativo ou exagerado.
O centro de St. Amelie funciona em boa parte do jogo como um hub, por onde passaremos algumas vezes antes de ir para outros cenários . Vale destacar que não há a possibilidade de retornar livremente entre as zonas. Embora haja certa liberdade, ainda se trata de um jogo linear dividido em capítulos. Essa divisão pode soar um tanto repetitiva, ainda mais porque as estruturas dos cenários são bem parecidas em boa parte do game.
Como dito anteriormente, Silent Hill: Townfall é repleto de mecânicas de stealth, o que significa que você passará boa parte do jogo se esgueirando pelos mapas e evitando o contato com os inimigos. O jogo não oferece muitas ferramentas para isso .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em canaltech.com.br — o conteúdo pertence a Canaltech.