Sem acesso e com bets proibidas, qual será o futuro do Feira FC?
O Feira FC chegou ao futebol baiano com investimento milionário, contratação de repercussão nacional e a ambição de alcançar a elite estadual logo na primeira temporada.
Meses depois, o clube de Feira de Santana enfrenta um cenário diferente: não conseguiu o acesso e agora precisa lidar com a proibição das apostas de quota fixa no Brasil, setor ligado à trajetória de seus investidores e à sua principal parceria comercial.Diante das dúvidas sobre os próximos passos, o Feira afirma que seguirá com seu planejamento esportivo, institucional e comercial.
A mudança imediata está no nome utilizado para o estádio, a Superbet Arena, que passará a ser chamada de Super Arena nas comunicações do clube, enquanto permanecer o atual cenário jurídico."O Feira FC segue normalmente seu planejamento esportivo, institucional e comercial, com foco na preparação de uma temporada forte e sustentável", informou o clube ao Portal A TARDE.
Projeto que nasceu ligado ao mercado de apostasMuitos clubes contestaram o fim das bets, mas no caso do Feira, a relação com o setor vai além do patrocínio estampado na camisa.
O projeto tem entre seus responsáveis o presidente Marcus Rios e o empresário Neto Lima, atual CEO do clube, ligado à Mansão Green.
A empresa atua com negócios digitais, influenciadores e plataformas de afiliação voltadas à indústria de apostas, e na apresentação do projeto, em março, Neto Lima anunciou uma previsão de investimento entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões em até três anos.
À época, a direção descreveu uma fase inicial de aportes em estrutura, elenco e operação, com recursos próprios e participação complementar de patrocinadores.
O valor anunciado era uma projeção para o período, e não um balanço de despesas já realizadas.
Patrocínio na camisa do Feira FC - Foto: Divulgação I Feira FC A contratação de Thiago Galhardo foi uma das principais demonstrações dessa ambição.
Com passagens por clubes como Internacional e Fortaleza, o atacante chegou como referência técnica e como um nome capaz de ampliar a visibilidade de uma equipe que começava sua trajetória no futebol profissional.A ligação dos investidores com o mercado de apostas e a presença de uma bet entre os principais parceiros colocam o setor no centro das perguntas sobre o futuro do Feira.Acesso ficou pelo caminhoDentro de campo, a primeira tentativa de chegar à Série A do Campeonato Baiano terminou na semifinal da segunda divisão, adiando a principal meta esportiva da temporada inaugural.Antes da mudança nas regras das apostas, a diretoria já havia sinalizado a continuidade do projeto.
Em reunião realizada em julho com a Federação Bahiana de Futebol, Marcus Rios e Neto Lima discutiram o planejamento antecipado para 2027, com uma nova tentativa de acesso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.