Irã anuncia recompensa por soldados dos EUA mortos ou capturados
O comandante Amir Hatami disse que a recompensa será paga a quem matar ou capturar e entregar um soldado americano. Em publicação reproduzida pela emissora estatal IRIB, ele afirmou que mulheres iranianas que tiverem sucesso nessa ação receberão o dobro da recompensa.
Dado o grande volume de pedidos para participar da jihad financeira, foi preparado um plano segundo o qual, para cada pessoa que matar ou capturar e entregar uma força agressora americana, o Exército da República Islâmica do Irã, com o apoio dos entes queridos que participam da jihad financeira e sob sua própria garantia, receberá um presente equivalente a US$ 30 mil. Amir Hatami
Hatami também afirmou que o Exército vai comprar a arma usada na ação por um valor maior e substituir o equipamento. "A arma de qualquer pessoa que conseguir matar um agressor americano será comprada pelo dobro do preço e ela receberá uma nova arma. A arma do indivíduo também será mantida em um museu planejado", disse, ainda segundo a IRIB.
O comandante atacou a imagem de força militar dos EUA e disse que o país perdeu influência. "Os americanos fizeram muitas alegações sobre seu poder militar e, com isso, tinham recebido muitos resgates e dinheiro, mas a guerra com o Irã quebrou essa hegemonia. A América não tem mais a autoridade que tinha, e o sinal disso é o movimento de países em direção a outros caminhos para gerar segurança para si", afirmou.
Ele também citou Israel ao dizer que outros países não deveriam confiar nos EUA para garantir segurança. "As alegações do regime sionista e a expressão de seus sonhos também, é claro, são eficazes nessa direção porque os países perceberam que precisam pensar na própria segurança e não podem confiar na América", completou.
Hatami ironizou Donald Trump e criticou uma fala atribuída ao presidente sobre o Estreito de Hormuz. "O presidente delirante dos EUA está se esforçando muito para criar uma imagem de vencedor de si mesmo. Mas hoje, poucas pessoas no mundo o levam a sério. A imagem que a própria mídia ocidental está transmitindo da América hoje é a imagem de um perdedor. A imagem de alguém que se esconde em um caminhão de comida por medo e deixa outros membros do governo e jornalistas em um avião que o Serviço Secreto dos EUA afirmou estar sob ameaça é a imagem de um grande perdedor", disse.
O comandante voltou a ameaçar a presença militar americana no Oriente Médio e citou o Golfo Pérsico e o Estreito de Hormuz. "Todos devem saber que de forma alguma as bases americanas podem voltar ao status anterior, e o Irã nunca permitirá que sejam estabelecidos centros em nossa vizinhança que tenham como objetivo ameaçar o Irã islâmico".
Ele disse que o único caminho possível é os americanos deixarem a região. "Eles foram efetivamente expulsos e não têm mais permissão para entrar no Golfo Pérsico, no Mar de Omã e no Estreito de Hormuz. Nós vencemos nesse caminho e estamos consolidando nossa vitória", afirmou, segundo a IRIB.
O presidente americano afirmou que "em breve" vai declarar o Estreito como parte dos Estados Unidos. "Muito em breve vou declarar o Estreito de Hormuz como território dos Estados Unidos.
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