Master: PF achou relógio de marca mais cara do mundo com Ciro Nogueira
A Polícia Federal (PF) detalhou, em relatório que teve o sigilo derrubado nesta segunda-feira (21/9), os pertences encontrados durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero , deflagrada em 7 de maio contra o presidente do Partido Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira.
Entre os objetos encontrados no cofre pessoal do senador estão dois relógios de luxo, identificados preliminarmente como sendo das marcas Patek Philippe e Rolex.
Leia também Mirelle Pinheiro Italiano é preso com 52 frascos de “droga do amor” no Galeão Mirelle Pinheiro TCP causa prejuízo de R$ 2 milhões com roubos de cargas no Rio Mirelle Pinheiro Eduardo Bolsonaro é demitido da PF por abandono de cargo Mirelle Pinheiro Contrabando de ouro: delegado da PF tem aposentadoria de R$ 23 mil cassada Um deles é descrito pela PF como um relógio de pulso, aparentemente da Patek Philippe, na cor rosé gold e com pulseira de couro azul.
A marca de alto luxo considerada uma das mais caras do mundo, tem modelos que podem ultrapassar R$ 5 milhões, dependendo das características.
O segundo é descrito como um Rolex Yacht-Master, aparentemente nas cores prateada e branca.
O preço da linha também varia conforme o modelo, podendo ultrapassar R$ 326 mil nas versões de luxo.
Além dos relógios, os agentes encontraram joias e semijoias não classificadas, entre elas um crucifixo em material dourado.
Segundo os autos, posteriormente a PF pediu a avaliação das peças para verificação do valor.
5ª fase da Compliance Zero Na quinta fase da Operação Compliance Zero, a PF também mirou Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, que foi preso.
A operação aprofunda investigações sobre suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o Banco Master.
A investigação aponta que Ciro Nogueira receberia repasses mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, que teriam chegado a R$ 500 mil por mês.
Segundo os investigadores, a relação entre o senador e o banqueiro extrapolaria a “mera amizade”, o “vínculo fraternal” ou a “atuação política regular”.
A PF descreve possíveis trocas financeiras e políticas entre os dois.
Entre elas estão: aquisição de participação societária estimada em aproximadamente R$ 13 milhões por R$ 1 milhão; repasses mensais de R$ 300 mil ou mais, com relatos de que o valor teria chegado a R$ 500 mil; disponibilização gratuita, por tempo indeterminado, de imóvel de elevado padrão; pagamento de hospedagens, deslocamentos e outras despesas de viagens internacionais de alto custo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.