Café amplia perdas e recua a mínimas de três meses em Nova York
Os preços do café finalizaram mais uma sessão em trajetória de queda nesta terça-feira (22) na Bolsa de Nova York, pressionados pela expectativa de maior oferta mundial na temporada 2025/26.
O contrato futuro com vencimento em dezembro recuou 1,48%, para US$ 2,72 por libra-peso, atingindo níveis mínimos em três meses.
A pressão sobre as cotações se intensificou nas últimas três semanas, em meio à perspectiva de uma oferta global mais ampla.
Em 10 de setembro, a OIC (Organização Internacional do Café) projetou uma produção mundial recorde de 183,6 milhões de sacas em 2025/26, alta de 4,4% em relação à temporada anterior.
Ao mesmo tempo, o consumo global deve recuar 0,9%, para 180,6 milhões de sacas.
Com isso, a entidade estima um excedente de cerca de 3 milhões de sacas no mercado mundial, o primeiro superávit em cinco anos.
Leia Mais Café perde força em Nova York com pressão da safra brasileira Café arábica sobe quase 6% em Nova York com ritmo lento da colheita Café sobe 4,58% em Nova York com colheita brasileira em ritmo lento Cacau As preocupações com a próxima safra da Costa do Marfim deram suporte aos preços do cacau, após as cotações atingirem mínimas de cerca de sete semanas.
Na Bolsa de Nova York, o contrato para entrega em dezembro encerrou o pregão com alta de 0,95%, a US$ 5.402 por tonelada.
O movimento de recuperação foi acompanhado pelo aumento das compras para cobertura de posições vendidas, em meio às previsões de tempo mais seco na Costa do Marfim.
A expectativa é de que a redução das chuvas possa prejudicar o desenvolvimento das plantações e limitar a produção do principal país produtor mundial de cacau na safra 2026/27.
Levantamentos preliminares sobre a nova temporada também reforçam a preocupação com a oferta.
As primeiras avaliações apontam formação de frutos abaixo da média e desenvolvimento deficiente das vagens nos cacaueiros, indicando uma perspectiva mais fraca para a principal colheita, iniciada neste mês.
A estimativa média para a produção da Costa do Marfim na temporada 2026/27 é de 1,8 milhão de toneladas, cerca de 18% abaixo das aproximadamente 2,2 milhões de toneladas registradas na safra 2025/26.
Suco de Laranja Na Bolsa de Nova York, os preços futuros do suco de laranja para novembro finalizaram o dia com valorização de 2,62 % e precificado em US$ 1, 52 por libra-peso.
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