É preciso trocar a pílula anticoncepcional depois de um tempo?
A pílula anticoncepcional é o método contraceptivo mais utilizado no Brasil, sendo a escolha de cerca de 33% das mulheres.
Ainda assim, alguns mitos a acompanham .
É o caso da ideia de que a pílula deve ser trocada ou suspensa depois de um tempo de uso.
Há mais de 40 anos, quando a pílula era composta por altas doses de hormônios e ainda não se conheciam os efeitos a longo prazo, havia um receio de que o uso prolongado acumularia algum tipo de risco, exigindo a realização de uma pausa ou troca.
Esse medo, entretanto, nunca teve bases científicas.
O mito desfeito “Ao longo do tempo, surgiram evidências que comprovaram a segurança dos anticoncepcionais.
A necessidade de pausa virou um mito, tanto em relação a possíveis eventos adversos quanto em relação a um segundo aspecto interessante: o receio de que o uso contínuo pudesse reduzir a fertilidade da mulher.
Dizia-se que, se o método fosse utilizado por muito tempo, [a mulher] demoraria mais para engravidar depois, o que também nunca se comprovou”, explica Rogério Bonassi, ginecologista e secretário-geral da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp).
Independentemente do tempo de uso, as condições de fertilidade originais da mulher são mantidas.
Após parar de tomar a pílula, a mulher engravida, em média, em até 5 meses.
A eficácia da pílula também se mantém , a despeito de quanto tempo a mulher já a utiliza.
Quando realmente é preciso mudar? “O que pode ocorrer é uma indicação médica para a troca devido a alguma condição de saúde da própria paciente.
Às vezes, a mulher desenvolve alguma doença ou alteração que limita o uso daquele método específico, exigindo a substituição”, pontua Bonassi.
É importante lembrar que existem vários tipos de pílulas anticoncepcionais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em drauziovarella.uol.com.br — o conteúdo pertence a Portal Drauzio Varella.