Agosto segue sendo o “mês do desgosto”? Entenda de onde vem a fama de azar
Todo ano, quando agosto chega, uma antiga crença volta a circular: “ agosto, mês do desgosto ”.
Associado ao azar, o oitavo mês do ano carrega uma fama que atravessa gerações.
Mas de onde veio essa crença? Segundo a historiadora Isabel Fogaça , formada pela Unesp, mestre em Políticas Públicas e especialista em espiritualidade, leitura de tarô e práticas energéticas, a origem mais conhecida está relacionada ao período das Grandes Navegações, no século XVI, especialmente em Portugal .
Estilo boho está de volta: veja como estilizar a tendência da temporada Brincadeiras infantis para cada signo: qual combina com seu filho? Cantinho de boas energias em casa? Saiba como montar o seu “Os homens partiam para o mar e as mulheres ficavam em casa, tristes, sem saber se eles voltariam”, explica Isabel à CNN Brasil .
Como agosto era um período marcado pela partida de embarcações, muitas mulheres evitavam se casar naquele mês diante da possibilidade de os maridos passarem longos períodos longe ou até não retornarem.
Desta forma, teria surgido a associação entre casamento e infelicidade, resumida na expressão “não se casem em agosto, porque isso vai gerar desgosto”.
Com o passar do tempo, a frase se popularizou e deu origem ao conhecido “agosto, mês do desgosto”.
A tradição portuguesa acabou sendo incorporada à cultura brasileira.
Além das navegações A explicação histórica não é a única que alimenta a fama do mês.
Ao longo dos anos, diferentes crenças e acontecimentos contribuíram para reforçar a ideia de que agosto seria um período de mau agouro.
No Brasil, por exemplo, acontecimentos políticos marcantes ajudaram a consolidar essa percepção.
O suicídio de Getúlio Vargas , em 24 de agosto de 1954, e a renúncia de Jânio Quadros , em 25 de agosto de 1961, estão entre os episódios que passaram a ser associados à fama negativa do mês.
Em outros países, tragédias como os ataques nucleares a Hiroshima e Nagasaki , em agosto de 1945, também ajudaram a alimentar o imaginário popular.
Para Isabel, porém, a associação também ganhou força por diferentes elementos culturais e religiosos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.