Empreendedorismo feminino ganha força e mulheres já são maioria entre vendedoras da Shopee
O empreendedorismo feminino cresceu 27% no Brasil na última década, mas mulheres que abrem e mantêm negócios ainda enfrentam desafios estruturais relacionados a acesso a capital, redes de apoio, inovação e mercado.
O tema foi debatido nesta terça-feira (18), em São Paulo, durante a segunda edição do Shopee Trends, que reuniu cerca de 10 mil participantes.
Segundo dados da Shopee, 51% das vendedoras ativas na plataforma são mulheres e 75% delas começaram a empreender após a maternidade.
O levantamento do programa Mulher do Ano Shopee mostra ainda que 84% das inscritas não têm sócios, 60% estão no interior ou em polos produtivos e 88% vendem produtos fabricados no Brasil.
As participantes vêm de 16 estados e 297 cidades, e 80% dos negócios atendem grupos com menor acesso a oportunidades.
Para Ana Fontes, fundadora e CEO da Rede Mulher Empreendedora, os números revelam tanto a força quanto as barreiras enfrentadas por essas empreendedoras.
Capital, inovação e redes de apoio seguem como principais desafios Ana Fontes destaca que o acesso a capital é um dos principais entraves, indo além do crédito tradicional e envolvendo diferentes formas de financiamento.
Segundo ela, a dificuldade de acesso a crédito, microcrédito, fundos de investimento e investidores-anjo limita o crescimento de negócios que, em muitos casos, sustentam famílias.
Mais de 55% das empreendedoras dependem da renda do próprio negócio para sobreviver.
Outro ponto crítico é a sobrecarga de cuidados.
Cerca de 70% das mulheres empreendem após a maternidade, o que reforça a busca por flexibilidade, mas também amplia a pressão sobre a rotina.
“Muitas delas falam que têm que, muitas vezes, parar durante o dia para socorrer uma questão com os filhos, uma questão com os pais, com a família, porque o cuidado ainda é uma questão muito forte para as mulheres — 80% da economia do cuidado é feita por elas”, comenta Ana.
A falta de rede de apoio e a predominância de negócios sem sócios também contribuem para a solidão na jornada empreendedora.
Para Ana, a conexão entre empreendedoras e o acesso a mentores são fundamentais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.