ENTREVISTA: Em tempos de economia da atenção, Renan Santos é mais perigoso que Flávio Bolsonaro
O bolsonarismo não é um movimento político coeso.
Não é nem mesmo um bom nome para se referir aos eleitores de Jair Bolsonaro ou algum de seus filhos.
Na verdade, pouco tem a ver com Bolsonaro, e sim com várias tendências da extrema direita que são reunidas na figura do ex-capitão: o homem certo, no lugar certo, na hora certa.
É isso que argumenta o filósofo Rodrigo Nunes em seu livro “Do transe à vertigem” .
O bolsonarismo é o nome que damos à união de vários elementos diferentes — militarismo, anti-intelectualismo, empreendedorismo, anticomunismo, libertarianismo econômico, discurso anticorrupção, conservadorismo social —, que nem sempre estão de acordo entre si, debaixo da figura de Jair Bolsonaro.
Por isso, agora que o ex-presidente está preso, a disputa para garantir seu capital político está cada vez mais complexa.
Quem quiser convencer como herdeiro de Jair, como Flávio Bolsonaro está tentando, vai precisar retomar esse “equilíbrio” alcançado pelo pai.
Esse é mais um capítulo na história recente da extrema direita brasileira, que Nunes analisa nos ensaios de “Do transe à vertigem”.
O livro, que foi originalmente publicado em 2022, está sendo reeditado pela editora Ubu, com mais textos que tratam da ascensão do masculinismo e da algoritmização do debate público.
Nunes chama isso de “colonização da política pela economia da atenção ”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.intercept.com.br — o conteúdo pertence a Intercept Brasil.