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França intensifica fiscalização sobre óculos inteligentes

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França intensifica fiscalização sobre óculos inteligentes

PARIS, 18 Set (Reuters) - O Ministério Público de Paris abriu uma investigação criminal para apurar uma suspeita de assédio sexual envolvendo óculos inteligentes, enquanto autoridades francesas de proteção de dados têm recebido denúncias de empresas, ​à medida que países em todo o mundo lidam com o ​impacto social desses dispositivos.

Há diversos modelos de óculos inteligentes disponíveis, mas os óculos da gigante tecnológica norte-americana Meta , fabricados em colaboração com a EssilorLuxottica , lideram o mercado, com uma participação de aproximadamente 76% globalmente.

Equipados com inteligência artificial e dotados de uma pequena câmera embutida que permite ao usuário gravar discretamente, os ​óculos da Meta têm sido um sucesso ⁠mundial, com 7 milhões ​de unidades vendidas no ano passado. Os últimos números de vendas da Essilor apontam para um “crescimento ⁠exponencial” em 2026.

Mas seu sucesso tem gerado um crescente escrutínio internacional por ​parte de promotores, órgãos reguladores, grupos de direitos humanos e empresas em relação a questões como assédio sexual, irregularidades corporativas e vigilância ilícita.

Alguns cinemas do Reino Unido proibiram o uso de óculos inteligentes, e um grupo alemão ‌de defesa do consumidor apresentou uma queixa criminal contra ‌a Meta e outras ​empresas envolvidas na venda dos dispositivos na Alemanha, invocando leis de privacidade.

O Ministério Público se recusou a fornecer detalhes, mas afirmou que sua unidade de crimes cibernéticos testou os dispositivos há duas semanas para compreender melhor os possíveis crimes que podem ser cometidos a partir do uso dos óculos inteligentes.

Um porta-voz da Meta afirmou que a empresa “incorporou a privacidade em nossos óculos com IA desde o início”, acrescentando que “continuaremos reforçando nossas proteções à medida que nossos óculos se tornarem ainda mais avançados”. A EssilorLuxottica preferiu não comentar.

A CNIL, autoridade francesa de proteção de dados, informou ter recebido menos de 10 reclamações relacionadas ao uso de óculos ‌inteligentes no local de trabalho. Ela não revelou quais marcas estavam envolvidas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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