Fotos e cartas antigas podem ajudar padre João Crippa a virar santo
Fotografias antigas, cartas de família e jornais guardados há décadas poderão ajudar a Igreja Católica a reconstruir a história do padre João Crippa e avançar no processo para sua beatificação.
O pedido de colaboração foi feito nesta terça-feira (20), durante a abertura oficial do inquérito diocesano na Paróquia São José, situada na região central de Campo Grande.
A cerimônia também marcou a apresentação de uma lista de testemunhas e o compromisso dos responsáveis de investigar a vida e a fama de santidade do missionário salesiano.
O pesquisador e vice-postulador da causa, Fábio do Vale, explicou que a participação da população será importante para reunir registros da época em que o religioso viveu.
Muitas dessas informações podem estar em álbuns de fotografias, correspondências e documentos preservados por famílias que conheceram o sacerdote ou ouviram histórias sobre ele de parentes mais antigos.
“A forma que a sociedade pode contribuir é abrindo arquivos fotográficos, jornais da época”, afirmou o pesquisador.
Ele explicou que os relatos transmitidos de uma geração para outra também podem ajudar a recuperar acontecimentos da trajetória de João Crippa.
A preocupação é reunir documentos suficientes para que a investigação avance sem deixar lacunas.
O trabalho envolve tanto a reconstrução histórica das atividades do padre quanto a análise dos relatos que sustentam sua fama de santidade.
Durante a sessão, realizada no salão ao lado da Igreja São José, os responsáveis pelo processo prestaram juramento diante de fiéis, religiosos e autoridades.
Eles assumiram o compromisso de conduzir a investigação com seriedade, ouvir as testemunhas e preservar as informações recebidas.
A solenidade também teve uma breve apresentação sobre a vida do missionário e um canto em sua homenagem.
Uma lista inicial de testemunhas foi entregue à Igreja.
Segundo Fábio, essa etapa faz parte da investigação sobre o reconhecimento religioso de Crippa.
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