Bilenky: Flávio lança carta golpista; nem PL o reconhece como presidente
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Flávio Bolsonaro divulgou uma "carta golpista" ao se declarar presidente eleito, apesar de nem o PL reconhecer essa condição, disse a colunista Thais Bilenky no UOL News - 2ª edição , do Canal UOL.
O debate ocorreu após Flávio Bolsonaro fugir do Brasil rumo aos Estados Unidos e a circulação de uma carta de três páginas , distribuída por Paulo Figueiredo, com argumentos para negar que a viagem configure fuga e para buscar apoio no exterior.
É uma carta golpista ao ele se dizer presidente, sendo que nem mesmo o seu partido reconhece isso. Ele não foi eleito; ficou 4 milhões de votos atrás. Chama muito a atenção a virada de chave na cabeça do Flávio Bolsonaro.
O PL e o Nikolas Ferreira reconheceram a eleição. Não precisa ir muito longe. Essa eleição foi reconhecida por todo mundo que ficou no Brasil.
O que me chama muita atenção dessa carta é que o Flávio Bolsonaro, ou quem tenha escrito para ele essa carta lida, deixou os 60 milhões de brasileiros que votaram nele para a última linha.
É uma carta dirigida ao público externo, aos Estados Unidos. Ele primeiro agradece ao Milei, depois ao povo americano e ao Trump. Thaís Bilenky, colunista do UOL
Para Bilenky, o texto mira mais o público estrangeiro do que a base eleitoral do senador. Ela também disse ver sinais de que a carta teria sido feita fora do Brasil, pelo estilo e pelo vocabulário usado.
Ele está explicando como funciona o sistema eleitoral brasileiro e o que aconteceu ao longo do dia de domingo. Ele fala do regime, que é um termo que não se usa no Brasil.
Quem está usando esse termo há algum tempo é o Eduardo Bolsonaro e o Paulo Figueiredo nos Estados Unidos para se referir ao governo brasileiro. Thaís Bilenky, colunista do UOL
Alguns pontos dessa carta chamaram muita atenção, mas o mais importante deles é o Flávio Bolsonaro estar dando o tom do que deve ser a defesa dele no exterior, da fuga dele por parte dos correligionários e dos apoiadores dele no Brasil. Letícia Casado, colunista do UOL
Fazendo recurso a essa figura do asilo, do refúgio internacional, o que a extrema direita está fazendo é perverter institutos de proteção internacional que foram acionados no passado durante ditaduras latino-americanas pela esquerda. João Paulo Charleaux, colunista do UOL
Para você fundamentar uma medida como falava o Bolsonaro, primeiro pedindo o passaporte, depois o cancelando, já que ele não o entrega, a justificativa tem que ser clara o suficiente para não dar margem ao discurso, que era previsível, de perseguição. Thais Bilenky, colunista do UOL
Flávio está numa atitude muito isolada e que corresponde basicamente aos interesses pessoais da família dele. Agora, para termos certeza disso, é importante que a direita seja chamada a falar. João Paulo Charleaux, colunista do UOL
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