Comando Vermelho usava laranjas para comprar fuzis com registros fraudados, diz PF
Comando Vermelho usava laranjas para comprar fuzis com registros fraudados, diz PF A investigação da Polícia Federal descobriu que o Comando Vermelho usava laranjas para se passarem por caçadores e comprar fuzis.
Nesta sexta-feira (4), 11 pessoas foram presas na Operação Polaridade, que investiga fraudes na liberação de armas de fogo para Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) — a maioria em endereços na Baixada Fluminense, em Macaé, no Norte Fluminense, e no Espírito Santo.
Entre os presos está um funcionário terceirizado da PF, suspeito de envolvimento no esquema.
Nas buscas, os agentes apreenderam pistolas e fuzis, incluindo armas de alto calibre.
Entre os presos está Dyenny Silva Pereira, que teria comprado dois fuzis de origem israelense. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Dyenny Silva Pereira é suspeita de ter comprado dois fuzis de origem israelense Reprodução/TV Globo As investigações começaram na Delegacia de Polícia Federal em Niterói.
Os agentes identificaram inconsistências em processos analisados por um funcionário terceirizado, que foi preso preventivamente nesta quinta-feira (3).
Ele verificava documentos do Núcleo de Armas e é suspeito de ter aprovado pedidos de concessão de armas restritas de alto calibre sem a documentação obrigatória ou com documentos falsos.
O nome do funcionário não foi divulgado.
“Os processos eram muito acelerados, de forma atípica.
Enquanto em alguns processos a média é de 60 dias, outros corriam em poucos dias.
Às vezes um dia, dois dias, e o requerente conseguia às vezes seis armas de fogo num requerimento só”, falou o chefe da delegacia da PF de Niterói, Adriano Soares.
Segundo a investigação, o esquema funcionava com pessoas sem antecedentes criminais que se passavam por caçadores para conseguir autorização para comprar armas pesadas.
Elas se valiam dessa facilidade para adquirir fuzis que seriam destinados ao crime organizado.
PF mira grupo suspeito de fraudar registros e compra de armas para CACs no RJ Reprodução/TV Globo A legislação permite que pessoas habilitadas como caçadores comprem fuzis, mesmo sem comprovação de que são caçadores habituais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Espírito Santo.