Ataque em lojas brasileiras rouba dados de cartões e CPFs durante compras online
Um ataque cibernético a uma plataforma usada por dezenas de marcas de moda colocou em risco dados de consumidores que fizeram compras pela internet no Brasil.
No último sábado, 24, um código malicioso instalado na Convertr capturava números de cartões de crédito, códigos de segurança, nomes de titulares e CPFs durante o pagamento.A empresa de segurança Sansec identificou a ação criminosa.
Nesta terça-feira, 27, a Convertr informou que removeu o código e atualizou o sistema.
A plataforma também iniciou a notificação de lojistas, serviços de pagamento e autoridades.O ataque não exigiu a invasão individual de cada loja.
Os criminosos alteraram um arquivo compartilhado da plataforma, fazendo com que o código chegasse às páginas de pagamento dos sites que utilizavam o serviço.Quais dados foram roubados?O programa malicioso, conhecido como skimmer, atuava de forma discreta durante o checkout, etapa em que o consumidor informa os dados para concluir uma compra.O código capturava informações digitadas pelo cliente e dados trocados entre a página de pagamento e o sistema responsável por processar a transação.
Depois que o pedido era finalizado, as informações eram enviadas para o endereço 1x0.is, controlado pelos criminosos.Entre os dados coletados estavam:Número do cartão de crédito;Data de validade e código de segurança (CVV);Nome do titular;CPF do comprador.O CPF exige atenção especial no Brasil porque também é utilizado por instituições financeiras para identificar clientes.
A exposição dessas informações pode aumentar o risco de tentativas de fraude.
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A plataforma utiliza o Plausible, ferramenta de código aberto voltada à análise de tráfego.Como esse arquivo também era carregado nas páginas de pagamento, o código malicioso podia alcançar consumidores de diferentes lojas que utilizavam a mesma infraestrutura.A Sansec identificou uma possível porta de entrada em uma versão desatualizada do Plausible Community Edition, edição gratuita que pode ser instalada no servidor da própria empresa.
A Convertr utilizava a versão 3.0 desde 2025, sem atualizações.A vulnerabilidade, identificada como CVE-2026-8467, afetava as versões de 3.0.0 a 3.2.0.
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