Após 25 anos de mistério, cientistas confirmam nova espécie de dinossauro no Japão e descobrem parentesco inesperado
Fragmentos fósseis encontrados há mais de duas décadas na ilha japonesa de Hokkaido foram finalmente reconhecidos como pertencentes a um novo gênero e espécie de dinossauro, batizado de Nipponopelta yezoensis .
A nova espécie, que viveu há cerca de 96 milhões de anos, foi identificada como o primeiro anquilossauro formalmente descrito no país.
Segundo os pesquisadores, associados à Universidade de Hokkaido e a instituições internacionais do Japão, Canadá e Estados Unidos, a descoberta ajuda a entender como esses dinossauros se dispersaram entre Ásia, América do Norte e Europa.
A espécie habitou a região durante o Cretáceo Superior e tinha parentesco mais próximo com espécies derivadas encontradas na América do Norte e na Europa do que com outros nodossaurídeos conhecidos anteriormente na Ásia.
O exemplar encontrado não é recente: foi descoberto em 2000, em uma concreção na Formação Hikagenosawa, na cidade de Yubari, em Hokkaido.
Ele tinha uma porção do crânio, uma vértebra cervical (o atlas, primeira vértebra do pescoço) e dentes associados ao material craniano.
Os pesquisadores já sabiam que os fósseis pertenciam a um nodossaurídeo, família de dinossauros quadrúpedes e herbívoros de constituição pesada, mas não era possível determinar com segurança sua posição taxonômica, porque, a princípio, foi difícil separar o fóssil da rocha e analisar os dentes dentro da região craniana.
Foi a partir de uma nova investigação dos fósseis que eles conseguiram obter informações suficientes para propor um novo gênero e uma nova espécie.
Os nodossaurídeos (Nodosauridae) encontrados no Japão tinham corpo largo, barrigudo e abaulado, apoiado em quatro pernas curtas e robustas, com patas semelhantes às de um elefante.
O Nipponopelta é o primeiro anquilossauro descoberto no Japão.
Era um nodossaurídeo de porte médio, com aproximadamente 5 metros de comprimento.
Curiosamente, é mais próximo dos nodossaurídeos norte-americanos do que de seus contemporâneos asiáticos.
Créditos: TotalDino No dorso, eram cobertos por placas ósseas dérmicas chamadas osteodermas, que formavam espécies de fileiras protetoras similares a uma couraça de crocodilo, com espinhos pontiagudos.
O focinho era em formato de bico, adaptado para arrancar vegetação rasteira do solo.
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