Preso no Complexo de Israel usava colete com bandeira do país
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Um dos presos na operação realizada nesta segunda-feira, 24, pela Polícia Militar em Vigário Geral e Parada de Lucas, utilizava um colete com uma bandeira de Israel.
Quatro suspeitos foram presos em uma região de mata e dois fuzis foram apreendidos durante a ação.
O símbolo faz parte da identidade do grupo que controla o Complexo de Israel , na Zona Norte do Rio. O chefe do Terceiro Comando Puro (TCP) , Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão , incorporou o uso da Estrela de Davi à região.
A ação mobilizou mais de 200 policiais e teve, entre seus objetivos, combater a perseguição a praticantes de religiões de matriz africana, outros segmentos cristãos e demais minorias religiosas.
Durante a operação, criminosos atearam fogo em caminhões e fecharam a Avenida Brasil, uma das principais vias da capital fluminense.
Peixão, um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro, comanda um dos mais violentos grupos do tráfico de drogas no estado.
Ele nunca foi preso e é conhecido por sua política de expansão territorial agressiva, consolidada desde 2016, quando o TCP invadiu a Cidade Alta.
Durante a pandemia, o traficante estabeleceu o Complexo de Israel, área que inclui as comunidades de Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Pica-Pau e Cinco Bocas.
Além do poderio bélico de seu grupo, Peixão se destaca pelo uso de símbolos religiosos, principalmente da tradição judaico-cristã.
O nome “Complexo de Israel” reflete essa influência, e o traficante se autodenomina Arão, o profeta bíblico. Ele impôs restrições às religiões de matriz africana em sua área de domínio, ordenando a retirada de imagens religiosas e fechando terreiros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.