Flávio aposta em local da facada em Bolsonaro para alavancar palanque em MG
Depois de abrir a campanha na praia de Copacabana, um dos palcos do bolsonarismo, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) segue em agenda para outro endereço simbólico: Juiz de Fora, em Minas Gerais, local onde seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sofreu uma facada na campanha de 2018 e quase morreu.
Evento apresenta o palanque no estado. À noite, ele participa de um evento do PL de Minas em Belo Horizonte e apresenta o empresário Flávio Roscoe (PL) como candidato ao governo.
O PL vai concorrer com chapa "puro-sangue" em Minas, assim como no Rio. Ou seja, apenas com nomes do partido para governo, vice e Senado.
A legenda negociava coligação com o centrão nesses estados, mas partidos optaram por neutralidade. Tanto a federação União-Progressista como o Republicanos decidiram ficar de fora das alianças estaduais, assim como escolheram permanecer de fora de um acordo a nível nacional.
Impasse no Republicanos atrasou palanques. A demora na decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre concorrer ao Governo de Minas atrapalhou os planos dos aliados de Flávio no estado.
PL e Republicanos tinham decidido fechar aliança em Minas. O plano considerava que, se Cleitinho fosse candidato, o PL teria a vice; se ele não concorresse, Roscoe seria o nome da direita e a vice ficaria com o Republicanos.
Depois de muitas idas e vindas, Cleitinho decidiu concorrer. O problema, segundo um integrante do PL, é que Roscoe é pouco conhecido pelo eleitorado e, quanto mais o tempo passou, menos oportunidade ele teve para se projetar como o candidato de Flávio Bolsonaro.
Cleitinho lidera as pesquisas de intenção de votos. A direita está fragmentada no estado, mas o senador está desde o começo do ano no topo das pesquisas. Ele tende inclusive a tirar votos de Roscoe.
Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país. O estado concentra 10% do número de votantes, atrás apenas de São Paulo. É considerado essencial para as campanhas, uma vez que tudo indica que a eleição vai ser resolvida no segundo turno e com uma margem apertada de votos.
Quem ganha em Minas ganha no Brasil. A última vez em que um candidato venceu a disputa pela Presidência da República sem ganhar em Minas Gerais foi em 1950, com Getúlio Vargas, mostrou levantamento feito pela BBC em 2022.
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