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Fim do home office já muda mercado de imóveis e morar no interior perde força; veja cidades impactadas

G1 ·
Fim do home office já muda mercado de imóveis e morar no interior perde força; veja cidades impactadas

Home office em extinção? A pandemia de Covid-19 mudou o mapa imobiliário de São Paulo.

O avanço do home office permitiu que milhares de famílias deixassem a capital em busca de cidades mais tranquilas, imóveis maiores e uma rotina distante dos grandes centros.

Agora, dados dos cartórios indicam que esse movimento entrou em uma nova fase.

Um levantamento do Colégio Notarial do Brasil (CNB/SP), que representa os tabeliães de notas, mostra que a capital paulista atingiu um recorde histórico de compra e venda de imóveis em 2025. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Foram 90.402 escrituras registradas nos cartórios de notas, volume 49,6% superior ao de 2020.

Ao mesmo tempo, municípios que se beneficiaram da busca por casas e condomínios durante o auge do trabalho remoto perderam fôlego com a consolidação dos modelos híbridos e presenciais.

O contraste ajuda a explicar uma das principais transformações do mercado imobiliário no período pós-pandemia: depois de um momento em que parecia possível trabalhar de qualquer lugar, a proximidade dos centros de emprego voltou a influenciar a escolha de onde morar.

Entre 2021 e 2025, o número de escrituras caiu 57% em Itupeva, 41% em Cotia, 36% em Indaiatuba e 31% em Atibaia, cidades que ganharam destaque durante a expansão do trabalho remoto. (abaixo, veja ranking das cidades mais impactadas) Andrey Guimarães Duarte, vice-presidente do CNB/SP, reforça que os números precisam ser analisados com cautela.

"Queda no número de escrituras não é suficiente para entender que há uma saída massiva de moradores.

Os dados mostram menor intensidade nas transações imobiliárias após um período de expansão excepcional", diz.

Para Andrey, os números também indicam que o mercado imobiliário entrou em uma nova etapa, que não representa simplesmente uma volta ao cenário anterior à pandemia.

"Se fosse simplesmente uma volta ao padrão pré-pandemia, esperaríamos que a capital recuperasse o que perdeu e os destinos do home office retornassem aos níveis anteriores.

Não foi exatamente isso que aconteceu", afirma.

Êxodo urbano Quando os escritórios fecharam em 2020, morar perto do trabalho deixou de ser uma necessidade para milhões de pessoas.

A mudança abriu espaço para projetos que estavam há anos nos planos das famílias.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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