sexta-feira, 9 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Últimas

Feriado começa com frio e temperaturas negativas na Serra de Santa Catarina

Por Redação 5News · · com informações de G1
Feriado começa com frio e temperaturas negativas na Serra de Santa Catarina

Feriado de setembro inicia com frio extremo na região serrana de Santa Catarina

A segunda-feira do feriado de sete de setembro começou marcada por condições climáticas rigorosas na Serra de Santa Catarina. Ao amanhecer, diversos municípios da região registraram temperaturas abaixo de zero grau Celsius, fenômeno que reforça a característica já conhecida da área como uma das mais frias do Brasil. Conforme dados do órgão oficial de monitoramento climático do estado, pelo menos seis cidades tiveram marcações negativas durante as primeiras horas daquela segunda-feira, com a mínima mais extrema atingindo -6,1 graus Celsius.

Recordes de temperatura em toda a serra

Os termômetros da Serra catarinense desceram significativamente durante a madrugada e o amanhecer daquele feriado. Bom Jardim da Serra, localizado na região serrana, liderou os registros mais frios com uma mínima de -6,1 graus Celsius por volta das quatro da manhã. O município vizinho de São Joaquim, situado a uma altitude superior a mil trezentos metros, registrou -5,94 graus Celsius. Urupema, conhecida como a capital nacional do frio, marcou -5,36 graus Celsius. Urubici apresentou -3,48 graus, enquanto São José do Cerrito ficou em -1,15 graus. Palmeira completou o grupo de localidades com temperaturas negativas, com -0,18 graus Celsius.

Além desses seis municípios com marcações abaixo de zero, outras cidades da região também enfrentaram frio intenso. Lages, a maior cidade da serra com aproximadamente cento e sessenta e quatro mil habitantes, amanheceu com 0,54 graus Celsius. Criciúma, no extremo sul do estado, registrou 1,32 graus. Na Grande Florianópolis, Rancho Queimado chegou a 2,04 graus Celsius.

Dados obtidos através do monitoramento estatal

As informações sobre os registros de temperatura foram compiladas pelo painel de acompanhamento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, conhecida como Epagri/Ciram. Trata-se do órgão oficial vinculado ao governo estadual, responsável por monitorar continuamente as condições meteorológicas e climáticas em todo o território catarinense. As medições até as sete da manhã daquele dia revelaram um padrão claro de temperaturas mais baixas quanto maior a altitude alcançada na região serrana.

A Serra de Santa Catarina e suas características climáticas

A região serrana de Santa Catarina abrange um conjunto de municípios localizados em altitudes que variam entre novecentos e mil e quinhentos metros acima do nível do mar. Essa elevação, combinada com fatores geográficos e climáticos da região, faz com que a serra se destaque nacionalmente como um dos territórios mais frios do Brasil. Durante todo o ano, os fenômenos de geada e congelamento são comuns, especialmente durante os meses de inverno e em transições sazonais como aquelas que ocorrem no início de setembro.

O histórico climático da região demonstra a intensidade desses episódios de frio. No ano de dois mil e vinte e cinco, a Serra de Santa Catarina registrou nada menos que três episódios de neve ao longo de suas estações mais frias. Esse número representa a frequência notável de precipitação em forma de neve, rara em muitas áreas do Brasil, mas recorrente nessa região específica devido às suas condições geográficas particulares.

Já no ano de dois mil e vinte e seis, Bom Jardim da Serra conquistou destaque nacional ao registrar os primeiros flocos de gelo do ano, reafirmando sua posição como um dos territórios mais frios da nação. Em algum momento do corrente ano, esse mesmo município chegou a marcar uma temperatura ainda mais extrema, atingindo -9,2 graus Celsius, demonstrando o potencial de frio ainda mais rigoroso que a região pode apresentar em condições específicas.

Conhecendo os municípios da serra

São Joaquim ocupa um lugar de destaque entre os municípios serranos devido à sua elevação de aproximadamente mil trezentos metros e sua reconhecida capacidade de formar intensas camadas de geada. Um ponto turístico conhecido da cidade é o Vale Caminhos da Neve, onde se registram rotineiramente algumas das menores temperaturas verificadas em todo o território nacional. A Praça João Ribeiro é outro local que frequentemente amanhecer coberta de cristais de geada, atraindo visitantes interessados em observar os fenômenos de congelamento.

Urupema conquistou o título de Capital Nacional do Frio, reconhecimento que reflete sua posição como a cidade de maior altitude em todo o estado de Santa Catarina, com mil e quatrocentos metros. Além da característica climática que lhe confere o título, a cidade atrai turistas por seus pontos de interesse natural, como o Morro das Antenas e o Vale das Pedras Brancas, locais onde cascatas congeladas e vegetação coberta de gelo criam cenários únicos durante os períodos frios.

Urubici, com uma altitude média de novecentos e quinze metros, diferencia-se entre os destinos serranos por sua reputação de hospitalidade e acolhimento aos visitantes. A cidade é constantemente visitada por turistas que buscam experiências no frio e mantém localidades conhecidas como Vacas Gordas e Morro da Igreja, que regularmente registram episódios significativos de geada e formação de gelo.

Bom Jardim da Serra, situado a mil e duzentos metros de altitude, consolidou-se como um destino importante para aqueles que buscam vivenciar o frio intenso do Brasil. Além de ter marcado temperatura tão baixa quanto -9,2 graus Celsius em dois mil e vinte e seis e registrado os primeiros flocos de neve do ano, o município oferece pontos de observação como a Terra do Gelo e o Mirante da Serra do Rio do Rastro, locais procurados por quem deseja explorar o clima rigoroso da região.

Contexto sobre o turismo de frio na região

A procura pelo frio na Serra de Santa Catarina vai além de uma simples curiosidade meteorológica. O fenômeno caracteriza-se como uma forma de turismo específica que movimenta a economia local e atrai visitantes de todo o Brasil e até mesmo do exterior. Durante períodos de temperaturas mais baixas, especialmente quando há previsão de neve ou geada intensa, esses municípios recebem um afluxo de turistas interessados em vivenciar condições climáticas extremas, fotografar paisagens congeladas e participar de atividades relacionadas ao frio.

Essa dinâmica turística funciona como um motor econômico importante para a região, gerando receitas para hospedagens, restaurantes, comércios de artesanato e serviços relacionados ao turismo de experiência. Os eventos climáticos extremos, portanto, não representam apenas um fenômeno meteorológico, mas uma oportunidade econômica para as comunidades locais.

O que acompanhar

Conforme o calendário avança e as estações evoluem, será importante monitorar se a região serrana mantém essa tendência de frio intenso ou se as temperaturas se elevam. A frequência com que episódios de neve ocorrem ao longo de dois mil e vinte e seis permanece como um ponto de atenção para pesquisadores e interessados no clima regional. Também merecerá acompanhamento se Bom Jardim da Serra conseguirá manter sua posição como registrador de temperaturas extremas ou se outro município serrano alcançará marcas ainda mais baixas. A movimentação de turistas que busca vivenciar esses fenômenos continuará sendo um tema relevante para compreender como o clima rigoroso da região impacta a economia local.

Principais pontos:

• Seis municípios da Serra de Santa Catarina registraram temperaturas negativas durante a madrugada e amanhecer do feriado de sete de setembro, com Bom Jardim da Serra marcando a mínima de -6,1 graus Celsius.

• A região serrana, com altitudes entre novecentos e mil e quinhentos metros, é reconhecida como uma das áreas mais frias do Brasil, com frequentes episódios de geada e neve, especialmente em períodos frios do ano.

• Os quatro principais destinos para turismo de frio na região são São Joaquim, Urupema, Urubici e Bom Jardim da Serra, cada um com características únicas e pontos turísticos que atraem visitantes interessados em vivenciar frio extremo.

• O turismo centrado nas temperaturas baixas e fenômenos climáticos extremos funciona como importante motor econômico para os municípios serranos, gerando receitas para hospedagem, comércio e serviços turísticos locais.

Ler a notícia completa no G1 ›

Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de G1 — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

Mais de G1

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›