PF apura suspeita de desvio de R$ 2,5 mi de contratos no Pará na eleição
A Polícia Federal está investigando um saque de R$ 2,5 milhões em espécie de contas ligadas a uma empresa com contratos com o governo do Pará sob suspeita de crime eleitoral.
A PF foi alertada através de uma denúncia anônima que o saque iria ocorrer no dia seguinte, e prendeu dois funcionários dos empresários investigados em flagrante nesta quarta-feira.
A suspeita é de que o dinheiro tenha origem nas contas da Lastro, cuja dona é Diana Coelho, mãe de Adriano Coelho, deputado estadual do MDB, e João Coelho, vereador do PDT em Belém.
Os dois são, respectivamente, candidatos a deputado federal e estadual.
A Lastro recebeu R$ 27 milhões do governo do estado desde 2024, segundo a Polícia Federal, e tinha recebido um pagamento de R$ 4 milhões da Secretaria de Educação pouco mais de uma semana antes do saque sob investigação.
A PF suspeita que o dinheiro estava destinado a financiamento irregular de campanha eleitoral. Adriano Coelho e João Coelho estão sendo investigados por suspeita de compra de votos.
O UOL tenta contato com os candidatos, empresários e seus representantes desde quarta-feira, mas não obteve retorno. O espaço está aberto a eventuais manifestações.
Horas depois, a mesma fonte complementou o relato. Disse que o dinheiro sairia de uma agência do Banpará em Belém, "inclusive com a presença de policiais que farão a segurança e transporte do respectivo numerário".
O denunciante não revelou a identidade dos seguranças porque temia pela própria vida, segundo o documento.
A PF então consultou cadastros bancários e constatou que Diana e a Lastro mantêm chaves Pix ativas justamente na agência apontada pela denúncia.
Com esses elementos, um delegado determinou vigilância nas imediações da agência e acompanhamento discreto de Diana, do marido, Marco Antonio de Sousa Coelho, e de um veículo.
A ordem autorizava prisão em flagrante caso a movimentação fosse confirmada. O despacho registra que a lavagem de dinheiro na modalidade de ocultação é crime permanente, o que permite o flagrante enquanto o dinheiro estiver escondido.
O marido de Diana comanda a Marco Coelho Serviços, que recebeu R$ 144,2 milhões da Seduc desde 2016, segundo a CGU.
A empresa tem três contratos com a secretaria para fornecer agentes de portaria a unidades da rede estadual. Eles somam R$ 257,8 milhões depois dos aditivos, e dois seguem em vigor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.