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Por que os grandes festivais brasileiros ignoram o reggae?

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Por que os grandes festivais brasileiros ignoram o reggae?

Foto por Fernanda Lima Por Adriana de Barros Se você é fã de música brasileira, provavelmente já se pegou olhando o line-up de um grande festival, seja Rock in Rio, The Town ou Lollapalooza, e sentiu aquela falta clássica: onde foi parar o reggae? A dúvida é recorrente entre o público desses eventos.

E olha que o motivo não é falta de matéria-prima.

O Brasil tem uma cena historicamente rica, com nomes fundamentais que arrastam multidões, dialogam com a contracultura, lotam casas de show e carregam mensagens de peso social e político.

Ainda assim, nos megafestivais, o espaço destinado ao reggae beira o zero.

O mais curioso é que essa exclusão não acontece apenas nos palcos principais.

Nem mesmo nos espaços alternativos, geralmente criados para ampliar a diversidade sonora, costumam abrir espaço para representantes desse universo musical.

O Brasil possui uma das linhagens mais importantes do reggae fora da Jamaica.

De Edson Gomes a nomes históricos como Tribo de Jah , passando por AlmaDjem , Mato Seco , Edu Ribeiro , Armandinho , Maskavo , Ponto de Equilíbrio , Maneva , Planta e Raiz , além do Natiruts , que encerrou suas atividades recentemente deixando um legado inestimável para a música brasileira, o reggae construiu uma trajetória sólida, diversa e profundamente conectada ao público.

Essa força também se manifesta em uma nova geração de artistas que mantém a cena em constante renovação, como Julies , Gabriel Elias , João Beydoun , Marina Peralta , Layla Arruda e Victor Sena , entre tantos outros.

Somam-se a eles dezenas de projetos independentes e potências regionais que mantêm a cultura reggae viva de Norte a Sul do país, provando que relevância, público e renovação nunca foram um problema para essa cena musical.

Enquanto festivais plurais abrem espaço para gêneros que vão do trap à MPB, o reggae costuma ser tratado como um corpo estranho ou relegado a nichos muito específicos.

A (pouca) presença do reggae nos festivais brasileiros Alguns movimentos recentes mostram que o público está ávido por essa energia.

O Coala Festival, conhecido por sua curadoria atenta à brasilidade, escalou o Cidade Negra em 2025 para uma apresentação antológica que foi amplamente aprovada pela crítica e pelo público, embora a iniciativa não tenha encontrado continuidade na edição seguinte.

No circuito dos megafestivais, o Lollapalooza deste ano abriu espaço para o veterano Edson Gomes.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tenhomaisdiscosqueamigos.com — o conteúdo pertence a Tenho Mais Discos Que Amigos.

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